
Relato de Caio Borghoff
“No dia 13 de março eu e um pouco mais de uma centena de turistas tivemos a oportunidade de presenciar um momento especial, diria até que de certa forma mágico – a abertura de um ninho de tartarugas marinhas.
Não que isso seja uma novidade biológica ou científica, visto que estes quelônios – como são conhecidos esses répteis de casco duro e aparência pré-histórica – já fazem isso ha alguns milhões de anos desde que surgiram no planeta e o Projeto Tamar acompanha esses eventos desde 1979, quando foi criado para proteger e estudar esses animais ameaçados pela caça indiscriminada.
Acontece que todos ali, categoria na qual me incluo, nunca haviam presenciado tal maravilha da natureza. Acredite se quiser, foi a primeira vez que vi uma tartaruguinha saindo do ninho sob a areia e buscando seu destino na direção do misterioso e desafiador oceano. Depois de 16 anos de mergulho, dos quais nove fotografando a vida marinha e ajudando projetos de pesquisa como o Tamar, devo admitir uma certa vergonha deste fato.
Não sei explicar ao certo o que me fez, nesses 5 anos morando em Fernando de Noronha, deixá-las tão ausentes da minha vida. Afinal de contas, vê-las nascendo é como resgatar o sentimento de que nosso planeta, tão maltratado por inquilinos ( leia-se nós mesmos ) capazes de jogar lixo em seu próprio quintal e criar armas de destruição em massa, ainda possa ter um futuro saudável e harmonioso.
Sonhar não custa nada e participar de atividades do Projeto Tamar certamente contribui para este sonho”.
Onde buscar?
Veja mais em: www.caioborghoff.fot.br

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