Os desastres naturais podem afetar a 175 milhões de crianças nesta década

Cerca de 175 milhões de crianças podem ser afetados cada ano por desastres naturais em todo o mundo nesta década, segundo alerta do Comitê espanhol do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), destacando que atualmente mais da metade das vítimas destes eventos extremos são crianças.

Por motivo da celebração do Dia Internacional para a Redução dos Desastres Naturais, UNICEF informa que a mortalidade infantil aumenta de maneira “exponencial” com estes desastres, nos quais não contabilizadas somente as vítimas diretas.

O Fundo indica que os índices de mortandade dos menores cresce, sobretudo, porque “aumentam os riscos como a desnutrição ou os problemas nos sistemas de água e esgotamento sanitário” e porque se interrompe o desenvolvimento educativo das crianças e os acontecimentos “podem causar graves traumas psicológicos”. Além disso, “muitos são separados de suas famílias e ficam expostos à exploração e ao abuso”, revela a organização.

Segundo os dados publicados pelo UNICEF, o número de desastres naturais triplicou desde a década dos 70 por causa das mudanças climáticas, o que motivou a proposta de que se mitiguem seus efeitos mediante “um trabalho de preparação técnica e material” dos países afetados.

Esta proposta se deve à relação existente, conforme o UNICEF, entre a gravidade das consequências dos desastres naturais e a capacidade das infraestruturas, recursos técnicos e materiais de cada país. “O impacto de uma catástrofe se multiplica nos países em desenvolvimento, onde se concentram 90% das mortes provocadas por este tipo de fenômenos.

Formas de trabalho

O UNICEF propõe que seja feita uma Redução de Risco de Desastres (RDD), cujo objetivo é, entre outros, reduzir a taxa potencial de mortalidade, o que se obtém evitando ou mitigando o impacto dos desastres na população antes que se produza a emergência.

O Fundo pretende aumentar a capacidade destes países para sobreporem-se a estas catástrofes. “Para que a ação humanitária neste tipo de situações seja efetiva, é preciso não somente cobrir as necessidades imediatas das pessoas, mas também promover o fortalecimento de suas habilidades para enfrentar futuros desastres”.

O Fundo destacou as boas cifras alcançadas até o momento. “Em 1990, 12,7 milhões de crianças menores de cinco anos morreram por causas que podem ser evitadas; em 2013 esta cifra foi de 6,3 milhões”. Mas adverte que “apesar dos avanços, mais de 17.000 crianças menores de cinco anos morrem a cada dia” por “não terem acesso a vacinas, água ou uma nutrição adequada”.

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