Recifes de corais são essenciais para salvar cidades costeiras

As mudanças climáticas ameaçam milhões de pessoas no mundo com fortes tempestades, elevação dos mares e alagamento de grandes áreas – e boa parte da solução para diminuir os riscos está no mar. Um novo estudo da organização ambiental The Nature Conservancy (TNC) aponta que os recifes de corais reduzem o impacto das ondas nas costas em 97%. E o Brasil é um dos principais interessados nesse efeito, pois serão 8 milhões de pessoas protegidas, se houver a conservação dessas áreas. Entre os países que mais poderão ganhar com esse tipo de ação, o Brasil está em 6º lugar em número de beneficiados.

“Recifes de corais servem como uma primeira linha de defesa das ondas, tempestades e elevação dos mares”, diz Dr. Michael Beck, cientista marinho da TNC e coautor do estudo. “200 milhões de pessoas em mais de 80 países estarão em risco se os corais não foram protegidos e restaurados”.

O estudo foi publicado no diário Nature Communications e tem participação de pesquisadores da Universidade de Bologna, U. S. Geological Survey, Universidade de Stanford e Universidade da California – Santa Cruz. É a primeira síntese global de informações sobre a redução de riscos que esses recifes podem proporcionar nos Oceanos Atlântico, Pacifico e Indico.

Em termos de população que sentirá mais os efeitos da conservação dos recifes de corais, os 10 principais países são:

1. Indonésia, 41 milhões

2. Índia, 36 milhões

3. Filipinas, 23 milhões

4. China, 16 milhões

5. Vietnã, 9 milhões

6. Brasil, 8 milhões

7. Estados Unidos, 7 milhões

8. Malásia, 5 milhões

9. Sri Lanka, 4 milhões

10. Taiwan, 3 milhões

O estudo também mostra que os investimentos em construção de infraestruturas de barreiras artificiais, como paredões nas costas, custam mais de 10 vezes o valor necessário para a restauração de recifes. Na média global, a construção de um metro da infraestrutura gera um gasto de US$ 19.791, enquanto a restauração dos corais necessita de um investimento de US$ 1.290 por metro. Esse fator é essencial para que as nações com menos recursos possam se proteger das futuras ameaças do mar.

Leave a Reply

Your email address will not be published.