RS participa do II Congresso Internacional de Resíduos

Foto: Reciclagem é um dos pontos importantes para a gestão sustentável dos resíduos. Divulgação.

O Rio Grande do Sul está participando do II Congresso Internacional sobre Gestão Sustentável de Resíduos Sólidos, promovido pela Associação Internacional de Resíduos Sólidos (IWSA) e Associação Portuguesa de Engenharia Sanitária e Ambiental (APESB) conjuntamente com o Ministério do Ambiente de Angola, na cidade de Luanda, de 22 a 24 de abril de 2014.

O engenheiro químico Mário Saffer, diretor da Engebio Engenharia, empresa que está elaborando o Plano Estadual de Resíduos Sólidos do Rio Grande do Sul (PERS-RS), e integrante da diretoria da seção gaúcha da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES-RS) vai fazer apresentações sobre Reciclagem por Cooperativas de Catadores e seu Financiamento no Brasil, no dia 22/04/2014; sobre o Plano de Resíduos Sólidos do Paraná, no dia 23/04/2014 e sobre os Desafios da Política Nacional de Resíduos no Brasil, dia 24/04/2014, data de encerramento do evento.

Na programação estão incluídos os seguintes temas

1. Coleta e Transporte de Resíduos;

2. Tratamento Biológico de Resíduos;

3. Gestão de Resíduos da Saúde;

4. Resíduos da indústria de Petróleo;

5. Gestão de Resíduos Especiais;

6. Resíduos de Construção e Demolição;

7. Aterros: Projeto, Construção, Operação e Desativação;

8. Resíduos e Energia;

9. Gestão Sustentável de Recursos, Reciclagem e Recuperação de Resíduos;

10. Impacto Ambiental e na Saúde da Gestão de Resíduos Sólidos;

11. Planejamento, Política e Regulação em Resíduos;

12. Mecanismos de Financiamento: Parcerias Público-Privadas e Doadores Internacionais;

13. Comunicação, Questões Sociais e Educação Ambiental.

As comunicações foram selecionadas de acordo com os temas e distribuídas em sessões de apresentação oral ou em pôsters. Paralelamente ocorrem duas exposições, uma dedicada a empresas, tecnologias e serviços ligados ao setor dos resíduos e do ambiente e outra de artesãos e artistas angolanos, onde os participantes poderão adquirir obras de pintura, escultura e artesanato de Angola e África.

Segundo a ministra do Meio Ambiente de Angola, Maria de Fátima Jardim, “a gestão de resíduos sólidos já não é apenas uma questão de saneamento, mas um desafio de gestão dos recursos, seja em contexto dos países desenvolvidos, como nos países em desenvolvimento. É um setor de primordial importância econômica e ambiental cujo sucesso depende dos tomadores de decisão políticos e econômicos, mas também da sociedade”.

Na opinião da ministra “a educação e a conscientização sobre esta temática contribui para a gestão mais eficaz e eficiente e potencia melhores condições de vida dos cidadãos, e em simultâneo tende a reduzir a pobreza com a criação de empregos verdes. Foi neste contexto e em parceira com a International Solid Waste Association (ISWA) e a Associação Portuguesa de Engenharia Sanitária e Ambiental (APESB) que o Ministério do Ambiente se disponibilizou uma vez mais para a realização exitosa desta Conferência em Angola. Este envolvimento se deve a que a gestão de resíduos é uma das prioridades do País, evidenciada no esforço de estruturação legislativa e o seu planejamento estratégico em curso, tal como materializado nas ações concretizadas no quadro do Plano Nacional de Gestão Ambiental e na Lei de Bases do Ambiente”.

Antônio Jorge Monteiro, presidente da Associação Portuguesa de Engenharia Sanitária e Ambiental (APESB) disse esperar que seja uma conferência inspiradora, animada e desafiante. “Estou convicto de que os contributos, compartilhamento de experiências e resultados vão ser relevantes para, como dizia Camões, “dar novos Mundos ao Mundo” de exemplos de desenvolvimento do setor dos Resíduos não só para Angola como para toda a África onde a nossa contribuição pode ser relevante”.

Desafios

Na mensagem dirigida aos participantes do Congresso o presidente da IWSA, David Newmann disse que “a missão das entidades promotoras, dos especialistas, governantes e toda a sociedade é promover a gestão sustentável dos resíduos em nível mundial”.

Explicou que isto significa mais desenvolvimento, investimentos, conhecimento e capacitação dos gestores locais, legislação, impostos, o envolvimento do setor privado, instalações de tratamento de tamanho industrial e, sobretudo, coleta permanente de resíduos.

“Minha mensagem para os nossos parceiros africanos, amigos e colegas é que faríamos um serviço aos nossos cidadãos considerando a gestão de resíduos uma questão primordial de saúde pública e gastar em soluções corretas o que estamos dispostos a gastar com médicos, enfermeiros, hospitais, medicamentos e prevenção da doença. Proteger a nossa saúde através da gestão de resíduos é um custo líquido para a nossa economia e precisamos de um orçamento para isso.

E acrescentou: “Precisamos entender que todas as indústrias, empresas e cidadãos, ricos e pobres, produzem resíduos, e devem contribuir para a sua recolha e tratamento através de atividades de prevenção, a reciclagem na indústria e nas comunidades, e através do pagamento de impostos. Só através de uma base financeira segura podemos almejar uma atividade industrial saudável que garanta a gestão sustentável dos resíduos”.

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