O Rio Grande do Sul andou para trás

Cecy Oliveira – editora da Aguaonline.

Um dos primeiros Estados a ter sua lei de recursos hídricos o Rio Grande do Sul amarga uma péssima colocação em âmbito nacional. Não regulamentou a sua Lei, que vai completar 20 anos, não tem seu Plano concluído e nem suas agências criadas.

Este é o retrato que se desenha a partir do relatório que acaba de ser divulgado pela Agência Nacional de Águas.

Parece incrível que um Estado cuja economia é alicerçada na agricultura dê tão pouca importância a seus mananciais hídricos.

Qual será a razão para tanto descaso?

Criaram-se dezenas de órgãos públicos inúteis, verdadeiros cabides de emprego, e quando se fala na criação das agências de bacia ou de região bate a timidez e a vergonha em nossos parlamentares e governantes.

Sem gestão adequada ou torramos nossa economia nas estiagens ou afogamos nas enchentes.

Estamos ficando especialistas mesmo é em decretos de “calamidade pública” e no “enxugamento de gelo”.

Ou clamamos por chuva ou amaldiçoamos quando ela vem em excesso.

Ou rezamos para que o rio volte a ser caudaloso ou corremos apavorados quando ele tenta retomar seu leito.

Rezar e “torcer” para que tudo funcione bem têm sido nossas prática de gestão das águas!

Até quando vamos continuar nesta inércia?

Nos encontros dos comitês de bacia não se ouve um protesto ou gemido.

As ONGs sabem defender as árvores mas não os rios que são a garantia de continuidade daquelas.

Nossas “Semanas da Água” são pura festa! Ninguém levanta a voz para pedir providências para que se tenha por aqui uma verdadeira gestão das águas.

Até quando vamos continuar calados?

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