Marcelo Szpilman.
Na semana passada, no dia 8 de junho, celebrou-se o Dia Mundial dos Oceanos. Inevitavelmente, qualquer pessoa de bom senso pensaria que há pouco a se comemorar ciente de que jogamos, todos os dias, toneladas de lixo e esgoto nos mares e de que já esgotamos 90% dos estoques de boa parte dos grandes peixes oceânicos, como os atuns, marlins, espadartes e tubarões, e 80% dos estoques dos peixes comerciais de que tanto gostamos, como os badejos, chernes, ciobas, corvinas e namorados.
Então, se continuamos degradando o ambiente e usurpando os recursos do mundo azul, qual é o propósito do Dia Mundial dos Oceanos?
Se não para solenizar, esse dia serve pelo menos para chamar a atenção das pessoas para a importância dos oceanos e para difundir alertas visando a sua preservação, como a campanha “Ideas for Chance” (Ideias para Mudança) recém-lançada pelo Fundo Econômico Mundial.
Essa campanha prega que os seres humanos também são criaturas do mar que dependem dos oceanos, tanto quanto as baleias, peixes e recifes de coral, e sugere que algumas práticas devem ser banidas, como a pesca de arrasto, enquanto outras deveriam ser mais bem controladas.
Para reforçar a campanha, um filme (curto) foi criado. Acesse o link abaixo para vê-lo.
http://www.youtube.com
Ao final do filme, a locução diz que o oceano é o coração azul do Planeta e pergunta: “Quanto do seu coração você gostaria de proteger?”.
Taí um bom exemplo para refletir sobre suas escolhas e práticas sustentáveis.
Aproveite e pense no que você pode fazer em favor da preservação dos oceanos.
Autor
Marcelo Szpilman, biólogo marinho formado pela UFRJ, com Pós-graduação Executiva em Meio Ambiente (MBE) pela COPPE/UFRJ, é autor dos livros Guia Aqualung de Peixes (1991) e de sua versão ampliada em inglês Aqualung Guide to Fishes (1992), Seres Marinhos Perigosos (1998), Peixes Marinhos do Brasil (2000) e Tubarões no Brasil (2004).
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