O relatório Diminua o calor: Por que um Mundo 4°C mais Quente Deve ser Evitado adverte que o Planeta caminha para ter essa elevação de temperatura, que resultará em ondas extremas de calor, declínio dos estoques de alimentos, perda de ecossistemas e biodiversidade, além de riscos para a vida humana e elevação do nível do mar. Já o tempo para combater essas mudanças é curto. O estudo lançado no último dia 19/11 foi feito para o Banco Mundial pelo Instituto Potsdam de Pesquisa do Impacto Climático e a organização Análise Climática.
O relatório combina uma síntese da recente literatura científica com análise de prováveis impactos e riscos, com foco em países em desenvolvimento. Relata as mudanças climáticas e impactos já observados e oferece projeções para o século XXI. Dentre os prognósticos, alerta que o Brasil pode sofrer fortes e extensas secas entre os próximos 30 e 90 anos.
Dentre outros assuntos, estão a acidificação dos oceanos, a diminuição da produção agrícola, a falta de água e os impactos não lineares, como a desintegração da camada de gelo da Antártida Ocidental que resultaria num aumento do nível do mar.
Segundo o relatório, os efeitos adversos de um aquecimento climático ocorrerão em muitas das regiões mais pobres do mundo, o que afetaria os esforços e metas de desenvolvimento global.
“A falta de ação sobre as alterações climáticas ameaça tornar o mundo que nossos filhos herdarão completamente diferente do que estamos vivendo hoje”, disse o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim.
Fonte: Banco Mundial.
Fundos climáticos
No ano passado, o Banco Mundial dobrou os empréstimos para as adaptações de mudança climática e planeja intensificar os esforços para apoiar iniciativas de redução das emissões de carbono e de promoção do desenvolvimento verde.
Entre outras medidas, o Banco administra os 7,2 bilhões de dólares dos Fundos de Investimento Climático, que agora operam em 48 países e proporcionam um adicional de 43 milhões de dólares no investimento limpo e na resiliência climática.
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