Projetos de pesquisa ecológica de longa duração ganham apoio

Agência FAPESP.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a FAPESP e demais Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs) ou Secretarias Estaduais de Ciência e Tecnologia (SECTs) estão lançando chamada para apoiar a manutenção e o aperfeiçoamento de rede de sítios de pesquisa onde são coletados dados sobre a composição e a dinâmica dos ecossistemas definida no Programa Pesquisa Ecológica de Longa Duração (PELD).

As propostas podem ser enviadas ao CNPq até o dia 31 de outubro pela Plataforma Carlos Chagas no portal do CNPq. O proponente deve ter o título de doutor e o projeto deve estar enquadrado como pesquisa científica, tecnológica ou inovação. Os projetos terão o valor máximo de financiamento de R$ 600 mil para despesas com custeio, capital e bolsas.

Serão investidos nas propostas aprovadas até R$ 6,9 milhões (R$ 6 milhões do CNPq e R$ 900 mil do MCTI), que serão somados aos recursos estaduais a serem aportados pelas FAPs/SECTs.

A Pesquisa Ecológica de Longa Duração envolve a atuação integrada de equipes multidisciplinares em sítios de referência onde são coletados dados em longas séries históricas, abrangendo temas como a composição e a dinâmica dos ecossistemas, particularmente diante das intensas perturbações a que estão sujeitos, sejam essas de origem natural e/ou antrópica.

Além da pesquisa científica propriamente dita, a proposta deve prever um componente de transferência do conhecimento à sociedade, como possível subsídio à tomada de decisão na área de gestão ambiental.

Para a execução dos projetos de pesquisa também serão concedidas bolsas do CNPq nas modalidades Apoio Técnico em Extensão no País (ATP), Desenvolvimento Tecnológico e Industrial (DTI) e Iniciação ao Extensionismo (IEX).

As propostas a serem apoiadas na chamada deverão ter seu prazo de execução estabelecido em 42 meses. Excepcionalmente, mediante apresentação de justificativa, o prazo de execução dos projetos poderá ser prorrogado.

O texto da chamada está disponível em:

www.fapesp.br.

Mais informações:

peld@cnpq.br.

BID amplia financiamento para países que enfrentam desastres naturais

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) lançou novo instrumento de crédito contingente para a América Latina e o Caribe, para dar assistência a nações que estejam enfrentando as consequências de desastres naturais.

Uma Linha de Crédito Contingente para Desastres Naturais (CCL) ajudará os países a cobrir necessidades urgentes de financiamento que surjam imediatamente após um desastre natural. O montante máximo total da CCL é de US$ 2 bilhões para 2012-2014. Além disso, uma Linha de Crédito Contingente para Desastres Naturais (CCF) separada e já disponível está sendo expandida.

“Muitos dos cidadãos mais pobres da região da América Latina e Caribe tiveram avanços em sua qualidade de vida em anos recentes graças a melhores programas sociais e de gestão macroeconômica”, disse o presidente do BID, Luis Alberto Moreno. “Bancos de desenvolvimento como o nosso podem ajudar a proteger essas políticas e programas sociais de terremotos, inundações, flutuações nos preços das commodities, crises financeiras externas e outros eventos que estão além do controle dos governos.”

A Linha de Crédito Contingente para Desastres Naturais tem o objetivo de proporcionar recursos a países membros mutuários para enfrentar as necessidades urgentes de financiamento que surgem imediatamente após um desastre natural, até que outras fontes de financiamento possam ser acessadas. O limite por país é de US$ 100 milhões ou 1% do PIB, o que for menor.

O instrumento tem período de carência de três anos, prazo de 14 anos e juros baseados na LIBOR.

A nova CCL complementará a atual Linha de Crédito Contingente para Desastres Naturais (CCF), um instrumento mais restritivo criado para ajudar os países a lidar com desastres naturais catastróficos. Ao contrário da CCL, a CCF não tem um limite geral e o limite por país foi fixado em US$ 300 milhões ou 2% do PIB, o que for menor.

Leave a Reply

Your email address will not be published.