UN 2012 analisa gestão da água em um mundo de riscos e incertezas

“Gestão da água em um mundo de riscos e incertezas”, a 4ª. Edição do relatório anual sobre a valorização dos recursos hídricos publicado pela ONU foi apresentada por Irina Bokova, Diretora geral da UNESCO e Michel Jarraud, presidente da UN-Água e secretário geral da Organização Meteorológica Mundial.

Aguardado pela comunidade internacional este relatório indica fenômenos que têm contribuído para o aumento da demanda por água. Por um lado, a demanda vai continuar subindo. Seja para o consumo humano ou para a agricultura, indústria ou produção de energia pois a demanda está atingindo um pico histórico.

Até 2050, a produção de alimentos precisa crescer 70%, e com a busca por gêneros alimentícios deve aumentar em pelo menos 19% o uso da água na agricultura. Este setor é, de longe, o maio consumidor de água, representando mais de 70% do consumo global.

Até 2035, o consumo da água destinada aos processos produtivos vai ter um incremento de cerca de 50%, levando em conta o aumento populacional e o desenvolvimento das atividades econômicas.

O relatório assinala, também, que 1 bilhão de pessoas ainda continuam sem acesso ao abastecimento de água potável regular e por incrível que pareça hoje há mais pessoas desabastecidas nas cidades do que a quantidade que existia nos anos 90. Até 2050 as estimativas indicam que haverá 6.3 bilhões de pessoas nas cidades em comparação com os 3,4 bilhões em 2009.

Secas, enchentes e outras consequências das mudanças climáticas vão afetar a demanda pela água. O aumento de 2°C na temperatura vai ter um tremendo impacto financeiro. Até 2030, muitas regiões do globo, como o Sul da Ásia e a África, serão grandemente afetadas pelas mundanças do clima.

“As conclusões são claras”, assegura Irina Bokova, no prefácio do documento. “(…) Considerando as necessidades e demanda não se vislumbra um caminho de sustentabilidade para os recursos hídricos. As informações permanecem incompletas e a gestão ainda é muito fragmentada. Neste contexto o futuro e mais e mais incerto e o risco tende a crescer“.

(*) World Water Assessment Programme.

Os números do Fórum

• 159 delegações ministeriais e mais de 80 ministros presentes;

• Mais de 1.000 palestrantes;

• Mais 1.000 horas de discussões e debates;

• 600 organizações, incluindo um grande número de ONGs e associações;

• 160 grupos de trabalho e mais de 2.000 pessoas envolvidas na preparação do Fórum;

• 1.800 jovens, de 6 a 35 anos –estudantes e jovens profissionais – envolvidos por vários meses em inúmeras iniciativas (Ex: Parlamento dos Jovens pela Água);

• Mais de 600 voluntários mobilizados antes e durante o Fórum;

• Em torno de 20 encontros políticos de alto nível, uma conferência ministerial (13 de março), uma conferência parlamentar (15 e 16 de março) e uma conferência internacional de autoridades locais e regionais da água (14 e 15 de março)

• Mais de 300 sessões, mesas-redondas e debates dedicados para soluções aos desafios mundiais da água;

• 150 eventos incluindo a sociedade civil dos quais 140 serão desenvolvidos durante Fórum;

• Mais de 1.300 soluções estarão postadas na plataforma: www.solutionsforwater.org;

• Uma Village of Solutions dedicada a debates e exposições;

• Em torno de 120 conferências paralelas;

• Aproximadamente 30 pavilhões de países e mais de 90 espaços, incluindo ONGs instituições, companhias, governos locais, etc.

• Mais 1,000 cidades signatárias do Pacto de Istambul.

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