
Foto: José Paulo Lacerda. CNI.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Agência Nacional de Águas (ANA) acabam de assinar o acordo que prevê o estudo de mecanismos que garantam o acesso das empresas aos recursos da cobrança pelo uso da água. O documento foi assinado, em Brasília, pelos presidentes do Conselho Temático de Meio Ambiente da CNI, Olavo Machado, e da ANA, Vicente Andreu Guillo.
A cobrança pelo uso da água foi criada em 1997 pela Política Nacional de Recursos Hídricos. É paga pelos usuários de recursos hídricos, entre os quais as indústrias, e os valores variam conforme a região, porque são propostos pelos comitês de bacia hidrográfica e aprovados pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH).
De 2003 a 2011, a receita com a cobrança pelo uso da água nas bacias hidrográficas de Piracicaba, Capivari e Jundiaí, do Paraíba do Sul e do São Francisco, alcançou cerca de R$ 209 milhões. Desse total, aproximadamente 30%, ou R$ 63 milhões, foram arrecadados pela indústria. Os empresários querem ter acesso ao dinheiro para investir na compra de equipamentos e em processos de produção que permitam o uso mais eficiente da água.
Segundo o Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil, a indústria é responsável por 17% do volume de água retirada da natureza no país e por 7% do consumo de recursos hídricos. Para o presidente da ANA, as regras da cobrança não devem mudar.
O presidente da ANA defende que o setor industrial tenha acesso a uma parte dos recursos arrecadados. “Não dá para imaginar um condomínio em que alguém paga e não tem acesso aos benefícios”, argumentou Guillo, durante reunião do Conselho Temático de Meio Ambiente da CNI.
Fonte: CNI.
Comentário do Leitor
“É inacreditável.
E a ANA está de acordo?
A indústria tem de se virar sozinha. Utilizar a água de maneira correta, em circuitos fechados, reciclando-a, etc. Dessa forma diminuiriam o consumo e obviamente pagariam menos. O dinheiro arrecadado deveria (deverá) ser usado em benefício direto das bacias arrecadadoras”.
Sálvio.
Agência de classificação de risco melhora nota da Sanepar
A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) melhorou sua avaliação pela agência de classificação de risco Moody’s. A nota da empresa subiu de Ba3 para Ba2 em nível internacional e de A3 para A1 em nível nacional.
É a segunda vez em 12 meses que a agência eleva a nota da Sanepar (em fevereiro de 2011, após a posse da nova diretoria, a avaliação foi alterada de “negativa” para “estável”).
A ação da Sanepar acumula alta de 127% desde janeiro do ano passado. Encerrou 2010 cotada a R$ 2,92, chegou a R$ 4,93 no final de 2011 e a R$ 6,63 em 24 de fevereiro de 2012. Neste ano, a valorização é de 48,32%.
“A empresa está comprometida com um amplo programa de investimentos para manter sua alta cobertura na distribuição de água, reduzir as perdas e expandir a rede de coleta e tratamento de esgoto”, diz o relatório da Moody’s que confirmou a elevação da nota da Sanepar.
O texto também destaca a meta da empresa de aumentar de 63% para 72%, até 2014, a cobertura da rede de coleta e tratamento de esgoto no Paraná, com um investimento de cerca de R$2 bilhões.
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