
Cecy Oliveira – direto de Medellín (Colômbia), a convite do D7.
No terceiro dia de desenvolvimento das mesas de trabalho que fazem parte das atividades do 7º Diálogo Interamericano de Gestão das Águas , que se desenvolve até o dia 19, em Medellin (Colômbia) os primeiros consensos entre participantes de 35 países das Américas.
Ao responderem às perguntas propostas nas rodadas de negociação há um reconhecimento sobre a importância das questões ambientais especialmente depois da realização da Rio-92, A maioria também mencionou o incremento da gestão de bacias, o desenvolvimento de um arcabouçou legal e institucional para uma gestão compartilhada de aquíferos transfronteiriços, por exemplo. Foram lembradas legislações estabelecendo políticas nas áreas de meio ambiente, saneamento e gestão, em vários países e mesmo a elaboração dos primeiros planos nacionais de recursos hídricos.
“Hoje as crianças já estão melhor orientadas na questão ambiental e no manejo da água mas nos adultos ainda somos muito cabeças duras” disse um dos participantes de que se revezava nas várias mesas respondendo a perguntas relacionadas com o tema Cultura da água. Em cada mesas havia perguntas específicas, como por exemplo: que lições já aprendemos? Que necessitamos fazer na área de Comunicação, Educação? etc. Cada participante passava em oito meses e escrevendo suas opiniões em uma toalha de papel. A cada rodada os participantes que chegavam a uma nova mesa recebiam um resumo do que havia sido discutido na anterior para que aportassem novas idéias.
Ao final cada mesa gerou três idéias forças para serem trabalhadas em acordos e compromissos. Algumas dessas idéias força no que se refere à cultura da água foram:
•Consciência a mbiental
• A ética como orientação e consideração de que a água não é uma mercadoria, como principio;
• Proteção e recuperação dos recursos hídricos;
• Menor consumo de água em processos industriais;
• Uso de variedades locais para a soberania ambiental.
• Uso de matéria orgânica, colheita da água, diversidade de cultivos, prevenção de pragas e enfermidades e visão da ecologia para um melhor manejo da água.
• Soluçoes desde dentro não de fora.
Curtas
• O ministro de Ambiente da Colômbia, Frank Pearl, leu a mensagem do presidente Juan Manuel Santos, que se encontrava na Turquia. A mensagem menciona que o Departamento Nacional de Planejamento está trabalhando em uma estratégia ética nacional que defina os instrumentos para regular a oferta e a demanda dos recursos hídricos do país. Ao celebrar a organização deste encontro, disse que “o D7 é a reunião mais importante de atores estratégicos americanos sobre gestão de água que aconteceu em 2011”.
• Durante a abertura, o ministro Pearl, chamou a atenção sobre um vazamento de água na estação de tratamento da cidade de Manizales provocando um alagamento que atingiu várias casas e deixou mais de 40 mortos. “A administração municipal deveria ter investido nos últimos anos 1% no manejo das bacias hidrográficas e não passou de 0,2%. O custo foi uma tragédia social, una tragédia humana, por uma má gestão. Atualmente o Governo Nacional busca o desenvolvimento das políticas ambientais mais efetivas e de consciência sobre a importância deste recurso”.
• Rhonda Harris, presidente da Rede Interamericana de Recursos Hídricos, (RIRH), destacou o trabalho desta organização que “tem se concentrado em gestar não somente pesquisa e trabalho multidisciplinar, mas tem concentrado nos últimos anos esforços para os jovens, promovendo a cultura da água”.
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