Empresário defende uso do FGTS para financiar saneamento básico

O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC), Paulo Safady Simão, apresentou na Câmara dos Deputados projeto da instituição para a área de saneamento no Brasil. Simão propõe a utilização de recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para financiar o setor, como já ocorre com a habitação. “Temos R$ 3 bilhões disponíveis”, sustentou.

Segundo o empresário, parte importante do projeto será a melhoria da gestão das companhias de saneamento. “São empresas com baixo desempenho, baixa capacidade de fazer projetos, baixa qualidade nos serviços”, afirmou.

Como resultado, apenas três estados teriam serviços com eficiência acima de 60% – Minas Gerais, São Paulo e Paraná. “No Rio Grande do Sul, a população servida por esgoto não passa de 9,1%, e é o serviço mais caro do país”, exemplificou.

O pronunciamento aconteceu no Encontro Brasileiro de Secretários de Meio Ambiente – Articulação Política pela Sustentabilidade. O evento é promovido pelo Centro de Altos Estudos em Sustentabilidade da Academia Brasileira de Filosofia (ABF), em parceria com a Comissão de Meio Ambiente da Câmara, a Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema), a Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (Anamma), a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), a Eco.X – Distribuindo Sustentabilidade e a AP.ecos – Agência de Promoção Eco Sustentável.

Fonte: Agência Câmara.

Reciclagem é alternativa para os resíduos

Para o presidente da Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro (Abividro), Lucien Belmonte, só será possível encontrar solução para os resíduos urbanos quando se resolver o problema da logística reversa, o retorno das embalagens para as fábricas. “Para isso, é necessário atribuir o custo ambiental do produto”, explicoou aos participantes da reunião sobre sustentabilikdade.

Belmonte acredita ainda que a equação para os resíduos urbanos depende de vontade política, “de fazer projetos não apenas para falar que tem, mas para resolver”. Para o presidente da associação, um exemplo do que não deve ser feito é a cidade de São Paulo. De acordo com o especialista, a capital paulista gasta R$ 1,7 bilhão por ano para coleta e seleção de resíduos sólidos, e apresenta índice de 0,5% de coleta seletiva. “É dramático”, concluiu.

Fonte: Agência Câmara.

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