
Cecy Oliveira – direto de Zaragoza (Espanha).
A convite da ONU-ÁGUA
Foto: Atividade de monitoramento na Bacia do Rio Guayllabamba. Fonag.
A bacia hidrográfica do Rio Guayllabamba é uma das mais densamente povoadas do Equador – 2,5 milhões de habitantes – e abriga a Região Metropolitana da capital, Quito. É também a que mais sofre com a escassez, confiltos de uso e contaminação da água.
As tratativas para a constituição do Fonag iniciaram em 1995, conforme informações do secretário técnico, Pablo Zamora, que apresentou o case no encontro sobre Água na Economia Verde, promovido pela ONU-Agua, na cidade espanhola de Zaragoza e que reuniu 80 especialistas de várias partes do mundo e para o qual Aguaonline foi convidada como único veículo de comunicação brasileiro.
Os parceiros iniciais foram o The Nature Conservancy (TNC) e a Fundação Antisana. No ano 2000 se deu a formação do fundo com a participação da Empresa Metropolitana de Água e Esgoto (EMAAP). Ao longo dos últimos anos aderiram ao Fonag a Empresa Elétrica Quito S.A., a Cervejaria Nacional, a Agência Suíça para o Desenvolvimento e Cooperação no Equador (Cosude) e a Tesalia Springs Company, produtora da água engarrafada Tesalia. O capital inicial foi de US$ 21 mi.
Uma das fontes permanentes de contribuição ao Fundo é o valor de 1% das contas da companhia de água e esgoto da capital. Outros aportes obtidos elevaram o capital para mais de US$ 7,5 milhões e já existem programas em andamento destinados à conservação da água. Entre eles: gestão da água, educação ambiental, capacitação, recuperação da cobertura vegetal, vigilância e monitoramento e comunicação.
Através de legislação o Fonag obteve a delegação de elaboração do Plano Diretor de Gestão Integrada dos Recursos Hídricos e a ratificação do compromisso de repasse em quatro anos de 2% do faturamento da Companhia de Água para o Fundo (a cada um dos próximos quatro anos será aumentada a contribuição em 0,25% até alcançar os 2%).
O modelo adotado já está sendo replicado em outras bacias hidrográficas do Equador e servindo de modelos para iniciativas semelhantes na Colômbia e no Peru.
Mais informações: www.fonag.org.ec/portal.
A visão do Pnuma sobre a Economia Verde
Foto: ONU-Agua. Thomas Chiramba – Pnuma.
Para Thomas Chiramba, chefe da Unidade de Ecossistemas Aquáticos na Divisão de Execução de Políticas Ambientais do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) o mais importante é debater como caminhar em direção a uma economia verde levando em conta os desafios que devem ser enfrentados hoje.
Ele considera que o ponto central é a questão do uso sustentável dos recursos naturais e que medidas devem ser tomadas para protegê-los de maneira que possam continuar sendo utilizados.
Em sua opinião quando se implanta a gestão dos recursos hídricos entram nesta gestão uma série de serviços dos ecossistemas. “É importante que a avaliação dos serviços dos ecossistemas e dos recursos hídricos se torne parte do mundo empresarial e do que fazemos todo o dia. Necessitamos incorporar ferramentas de avaliação dos serviços dos ecossistemas dentro da gestão dos recursos hídricos”, afirma.

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