Domando águas conta história da relação água e solo na capital de SP

Domando águas – salubridade e ocupação na cidade de São Paulo, 1875-1930, livro escrito por Fábio Alexandre dos Santos, que está sendo lançando pela editora Alameda – www.alamedaeditorial.com.br desvenda o processo de ocupação do espaço urbano da cidade de São Paulo ressaltando o desenvolvimento dos serviços e das obras destinadas a oferecer salubridade à cidade.

Como ressaltado na Introdução, “dominar e disciplinar as águas parece ter sido um desafio recorrente na história da urbanização de São Paulo, em íntima relação com as concepções científicas então vigentes, provocando complexos efeitos sobre a ocupação e a valorização do solo urbano”.

É importante destacar neste recorrido histórico o momento em que, em 1877, foi criada a Companhia Cantareira e que obrigou a população a instalar infraestrutura para receber a água. Mas, como relata o autor: “após a encampação da Cia. Cantareira pelo governo do estado e à ineficiência dos serviços, a oferta de água aumentou, mesmo assim não o suficiente para responder à demanda crescente; e muitas vezes sua qualidade era tão ruim que contribuía para o agravamento das péssimas condições de saúde vividas pela população”.

Desta percepção, segundo o autor, “as águas da cidade gradativamente passaram a ser vistas como elemento sujo, destrutivo e impeditivo do crescimento urbano – que deveria ser controlado e saneado – fundamentando as diversas formas de intervenção que as agrediam, por meio de transposições, canalizações, inversões de cursos, etc., ou ainda por meio de despejos residuais”.

E mais adiante ressalta:

“Nessa cidade em ebulição, portanto, à luz da atuação das elites em prol da modernidade e da civilidade, os poderes públicos e os interesses privados empreenderam ações visando ao domínios das águas até onde elas se interpunham aos seus interesses. Este processo revela como as intervenções sobre as águas chegavam até onde convergiam a necessidade de salubridade, a incorporação e valorização da terra urbana e a utilização das águas para geração de energia elétrica”.

Sobre o autor: FÁBIO ALEXANDRE DOS SANTOS é graduado em Ciências Sociais pela Unesp, campus de Araraquara, e mestre e doutor em História Econômica pelo Instituto de Economia da Unicamp. É professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), campus Osasco, e continua se dedicando ao estudo da história urbana, em especial das águas. Dentre suas publicações está: Rio Claro: uma cidade em transformação. São Paulo – Annablume/Fapesp, 2002.

Livro: Domando águas. Salubridade e ocupação do espaço na cidade de São Paulo, 1875-1930

Autor: Fábio Alexandre dos Santos

Edição: Alameda (11 3012-2400)

Preço: R$ 56,00 (p. 320)

ISBN: 978-85-7939-079-1

Formato: 16 x 23- Brochura- 0,490 kg

Seminário aborda o uso da geotecnologia nas obras de engenharia e infraestrutura

Tendências na área de automação topográfica em grandes obras de engenharia e infraestrutura serão discutidas por especialistas e usuários no dia 27 de outubro em São Paulo

Um erro de engenharia, encontrado durante a construção da linha amarela do metrô de São Paulo, provocou um desencontro de 80 centímetros nos túneis Caxingui e Três Poderes, escavados a partir de duas frentes de trabalho. O fato, atribuído a um erro de topografia, mostra como as geotecnologias são usadas desde o levantamento de terrenos até a locação e o monitoramento de grandes obras de engenharia, passando pelo planejamento e execução.

Novidades e ganhos de produtividade em empreendimentos de médio e grande porte, através do uso de estações robóticas, GPS RTK e scanners terrestres serão abordados por especialistas durante o seminário Geomática nas Obras de Engenharia e Infraestrutura (www.mundogeo.com/seminarios/geomatica2011), que será realizado no dia 27 de outubro no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo (SP).

Com a necessidade de obras de infraestrutura e a construção de grandes empreendimentos, no Brasil, a geomática passa a ser imprescindível não só para os levantamentos plani-altimétricos, mas também para a própria execução e o posterior acompanhamento e monitoramento. O seminário irá reunir especialistas e usuários para apresentar o estado da arte destas tecnologias, mostrar resultados e debater as tendências na área de automação topográfica aplicada na engenharia e infraestrutura.

“Esta será uma ótima oportunidade para que os profissionais envolvidos com a locação, execução e monitoramento de grandes obras possam conhecer o que há de mais avançado em tecnologia de altíssima precisão e grande produtividade”, explica Eduardo Freitas, coordenador técnico do seminário. “Serão demonstradas as características de estações totais robóticas, receptores GPS RTK e laser scanners terrestres, suas vantagens e aplicações atuais”, finaliza.

Em formato interativo de talk-show, o evento é indicado a profissionais que atuem em empresas privadas e órgãos públicos, usuários destes equipamentos e tecnologias, em especial das áreas de mineração, estradas, portos, aeroportos, barragens, geração e distribuição de energia, reflorestamento, saneamento, telecomunicações, entre outras.

O seminário já está com as inscrições abertas – www.mundogeo.com

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