Cecy Oliveira – editora da Aguaonline.
Quem, como eu, teve a oportunidade de conviver com Horst Ottestetter sabe que o saneamento perdeu uma grande referência com seu falecimento ocorrido no dia 22 de maio último.
Foi sob seu incentivo que iniciei as atividades do Dia Interamericano da Água no Rio Grande do Sul, em 1994, juntamente com o Paulo Renato Paim, que então presidia a ABES-RS. O crescimento e expansão da idéia em terras gaúchas, transformando-se na Semana da Água que continua até hoje, eram sempre citados por ele com orgulho. Uma prova de que a mobilização e a educação não podem estar dissociadas dos investimentos quando se pretende avançar no saneamento.
A seu convite estive na OPAS, em Washington, duas vezes e continuamos nos reunindo em vários lugares do mundo para falar sobre água. A última vez, em Punta Kana, na República Dominicana, em novembro de 2010, no Congresso da AIDIS, participamos de um painel rico em experiências e entusiasmo. Ela fazia planos para mobilizar novamente o continente exatamente como havia feito logo após a Rio-92 quando teve papel relevante na criação do Dia Interamericano da Água.
Quando falava de água, de saneamento, era difícil às pessoas ao redor não se cativarem também. Horst sabia, como ninguém, recrutar pessoas de todas as áreas para a cruzada do saneamento. E foi um guerreiro incansável na sua labuta. Um exemplo para todos nós.
Um apaixonado por seu trabalho
Além de técnico respeitado em sua área – a Engenharia Sanitária – Horst tinha paixão por seu trabalho. Para cada nova tarefa a que se propunha mostrava um entusiasmo juvenil, um interesse e uma dedicação quase missionários. Era minucioso e detalhista ao preparar painéis selecionando com atenção e cuidado conferencistas que oferecessem informações relevantes mas também experiências interessantes para compartilharem.
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