
A Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet) divulga nesta quarta-feira (01/12) os resultados do 6.º Censo da Reciclagem do PET no Brasil. As informações coletadas comprovam que o setor conseguiu atravessar o período mais grave da crise econômica de 2008/2009 com o crescimento e a consolidação de suas atividades no País. Além disso, o trabalho comprova uma tendência de alta na demanda pelo material reciclado e de investimentos por parte da indústria.
De acordo com os dados levantados, houve um aumento de 3,6% na quantidade de embalagens de PET recicladas em 2009, na comparação com o ano anterior. Em números absolutos, o Censo registrou que 262 mil toneladas do produto receberam destinação ambientalmente adequada, acima das 253 mil toneladas de 2008.
Para o presidente da Abipet, Auri Marçon, o resultado do Censo supera as previsões mais otimistas. “O volume do PET reciclado continuou crescendo no Brasil em um período fortemente afetado por uma crise financeira que se estendeu até meados de 2009”, afirma.
O total reciclado pelo Brasil corresponde a 55,6% das 471 mil toneladas de novas embalagens produzidas em 2009. Esse resultado mantém o Brasil em posição de destaque diante do cenário mundial, superando os índices da União Européia e dos Estados Unidos.
O 6.º Censo da Reciclagem do PET no Brasil também mostra que a atividade está cada vez mais difundida por todo o País. As 462 empresas pesquisadas estão presentes em 21 Estados de todas as regiões brasileiras. Além disso, quase a totalidade dessas empresas (86%) tem mais de cinco anos de existência, o que demonstra a viabilidade econômica da indústria.
O trabalho realizado pela Abipet também detectou que o PET reciclado tem ampla aprovação por parte das indústrias usuárias. Indica, ainda, uma forte intenção por parte dessas empresas (74% dos entrevistados) de ampliarem o uso do material reciclado na fabricação de seus produtos – em 2006, esse índice era de 50%.
Essa forte demanda é acompanhada pelos planos de investimentos das empresas recicladoras. Enquanto, em 2006, apenas 41% das companhias pretendiam investir em ampliação e modernização, em 2009 esse percentual saltou para 83%.
O 6º Censo da Reciclagem de PET mostra, ainda, que o PET reciclado continua sendo usado principalmente pela indústria têxtil, com 39% do volume total, seguida pelas resinas insaturadas e alquídicas (19. Os laminados e chapas respondem por 15% e embalagens de alimentos, por 10%.
Outro dado levantado pela Abipet revela que, embora as taxas de reciclagem do PET tenham um histórico de crescimento sustentável ao longo dos anos, 44% das empresas pesquisadas apontaram algum tipo de dificuldade na obtenção de embalagens para serem recicladas. Para ajudar a resolver este problema, gerado pela ausência de um sistema de coleta eficiente nas cidades, a Abipet lança um novo serviço pela Internet, o LevPet, que vai orientar os usuários a respeito de pontos de descarte adequado de suas embalagens pós-consumo.
Destino correto de medicamentos
O descarte de medicamentos de maneira incorreta causa grande impacto ambiental na medida em que as substâncias medicamentosas entram em contato com as redes de esgoto da cidade. Além de contaminar a água e o solo, favorece riscos à saúde. A reciclagem ou o extravio correto das drogas, dentro do prazo de validade ou vencidos, recai à população e deve estar no consciente do consumidor.
Segundo a farmacêutica Fernanda Azeredo, da Farma Call, o problema é comum e acontece ao se jogar remédios no lixo doméstico ou na rede de esgoto, “Alguém pode encontrar o produto e consumi-lo, causando intoxicação tanto em humanos como em animais”, explica. Quando lançados na água, ocorre a contaminação, atingindo diretamente a biodiversidade.
“O consumidor deve estar consciente das conseqüências do descarte inadequado de medicamentos, a fim de evitar poluições”, ressalta Paulo Kugnharski, diretor da Farma Call.
O destino de drogas inutilizadas são aterros credenciados e de acordo com as regulamentações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa. Por esse motivo, Fernanda aconselha que quando uma pessoa encontra um medicamento fora do prazo da validade, ela deve manter o produto intacto. “Deve-se deixar o medicamento na sua embalagem original e levá-lo ao ponto de coleta mais próximo”, agrega a profissional.
Em Porto Alegre/RS, medicamentos vencidos e dentro do prazo de validade podem ser encaminhados à UFRGS, na Rua Ramiro Barcelos, 2.500. “Os vencidos são destinados aos aterros sanitários e os remédios que estão ainda em condições de uso são doados.”, completa a farmacêutica.
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