A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, FAPESP, e a Braskem/Ideom abriram a segunda chamada de propostas do acordo de cooperação científica e tecnológica que firmaram em fevereiro de 2008. O objetivo do acordo é apoiar projetos de pesquisa cooperativos para síntese de produtos químicos verdes, obtidos a partir de fontes renováveis como açúcares, etanol e biomassa e outros temas relacionados à indústria petroquímica.
Nesta chamada, serão disponibilizados para os projetos de pesquisa até R$ 10 milhões, sendo R$ 5 milhões da FAPESP e R$ 5 milhões da Braskem/Ideom. O volume total de recursos previsto no acordo de cooperação é de R$ 50 milhões, divididos igualmente pelas duas instituições.
A chamada tem interesse em selecionar projetos que contribuam para o avanço do conhecimento e da tecnologia nas áreas de: processos de síntese de intermediários, monômeros e polímeros a partir de matérias-primas renováveis; captura, armazenamento e conversão de CO²; estudos e desenvolvimento de materiais que atribuam aos polímeros – obtidos a partir de matérias primas-renováveis ou não – as propriedades físico-químicas que possibilitam sua utilização nas diferentes aplicações demandadas pelo mercado; e poliolefinas (catálise, modificação química, o utros). Outro objetivo é a formação de recursos humanos altamente qualificados nos itens descritos.
As propostas poderão ser apresentadas até 16 de novembro por pesquisadores de instituições de ensino e pesquisa no estado de São Paulo e da empresa. Espera-se que os projetos apresentem resultados com potencial de aplicação no mercado interno e mundial por meio de soluções novas e criativas.
”Projetos como esse são fundamentais para o avanço do conhecimento. A expectativa é que consigamos evoluir cada dia mais e possamos encontrar formas mais eficazes de desenvolvimento e produção”, diz Luis Fernando Cassinelli, diretor de Tecnologia e Inovação Corporativa da Braskem.
“As universidades e institutos de pesquisa em São Paulo têm intensa atividade de pesquisa em temas relacionados ao desafio da sustentabilidade global. Nesta chamada esperamos propostas de pesquisa ousadas para a química baseada em insumos renováveis e materiais de alta performance. A Braskem tem tradição, realizações e uma estratégia bem definida neste campo, sendo uma das empresas brasileiras com maior esforço próprio de P&D. A Ideom se junta agora a este esforço na área de inovação tecnológica”, afirma Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP.
A primeira chamada de projetos FAPESP-Braskem, lançada em fevereiro de 2008, selecionou cinco projetos em instituições como Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Entre outros temas, os projetos estudam o sequestro de CO² por meio de microalgas, transformação do glicerol via rota biotecnológica e uso de nanofibras de origem renovável no reforço de resinas poliolefínicas.
São Carlos implanta PPP para coleta do lixo
A Prefeitura de São Carlos implanta Parceria Público-Privada (PPP) para cuidar da coleta de lixo no município. O contrato com a empresa São Carlos Ambiental Serviços de Limpeza Urbana e Tratamento de Resíduos Ltda. Foi assinado hoje, dia 23, e deverá entrar em operação dentro de 15 dias. A parceria foi considerada modelo e recebeu elogios do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Um dos principais diferenciais dessa parceria é o pagamento fixo pelo volume de lixo coletado. A nova modalidade incentiva a empresa a implantar programas de coleta seletiva e reciclagem de lixo, reduzindo o volume encaminhado ao aterro sanitário do município. No modelo até então vigente, a empresa recebia por tonelada de lixo coletado e encaminhado ao aterro.
A São Carlos Ambiental Serviços de Limpeza Urbana e Tratamento de Resíduos Ltda. será responsável pela implantação de um novo aterro sanitário e deverá investir aproximadamente R$ 18 milhões no local, com início de operação previsto para o final de 2011. A empresa também deve oferecer estrutura física para as cooperativas do programa de coleta seletiva do município.
O contrato estabelece ainda a implantação de um sistema de queima controlada do gás metano gerado pelo lixo orgânico. A vencedora da licitação deverá implantar procedimentos para obter créditos de carbono com a queima desse gás.
A PPP será realizada na modalidade de concessão administrativa e o contrato de 20 anos pode ser prorrogado por mais dez anos. A prefeitura vai investir R$ 9,5 milhões por ano no sistema de coleta de lixo da cidade.
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