
O início de uma parceria entre Brasil e China na operação de um Centro de Mudanças Climáticas e Tecnologias Inovadoras em Energia foi anunciado em Xangai durante o Fórum Internacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, realizado entre os dias 16 e 18 de junho no Pavilhão do Brasil na Expo Xangai.
O Centro, que reúne a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade de Tsinghua, de Pequim, tem como objetivo fortalecer a pesquisa de soluções inovadoras para o desenvolvimento sustentável nos dois países. Pesquisadores das duas Universidades irão, inicialmente, trabalhar em projetos com foco no combate à poluição e às mudanças climáticas, bem como a maior eficiência no uso de energia nuclear e de energias limpas.
Esta parceria estratégica leva o Brasil e a China a uma nova era de cooperação tecnológica. Empresas e órgãos públicos também participarão da iniciativa, que receberá investimentos do Governo Federal da ordem de R$ 2 milhões nos próximos dois anos.
No atual momento de desenvolvimento tecnológico global, o Centro surge como um incentivo a ações e pesquisas inovadoras no desenvolvimento econômico sustentável e na melhoria da qualidade de vida nas cidades. China e Brasil são duas potências emergentes e com desafios similares no processo de crescimento acelerado.
“A diversificação de canais de cooperação entre os dois países é fundamental para que se mantenham competitivos internacionalmente e com o mesmo nível de desenvolvimento. Por isso, destaco a importância de explorarmos, de todas as formas, a nossa parceria técnica e científica com a China,” declarou o presidente da FINEP, Luís Manuel Rebelo Fernandes, na abertura do Seminário em Xangai.
O modelo de cooperação entre Brasil e China tem proporcionado a realização de vários projetos, como o do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS), que desenvolve e opera satélites de observação terrestre desde 1988. O projeto possibilitou a construção de uma sólida base para colaboração estratégica entre os dois países. Como engenheira geral e chefe do sistema de aplicativos do CBERS 1, Wu Meirong presenciou os 22 anos de colaboração. Ela disse que o programa é um modelo de cooperação sul-sul de alta tecnologia.
O Fórum Internacional realizado entre os dias 16 e 18 no Pavilhão do Brasil foi palco para a troca de informações por trás do rápido crescimento do Brasil em Ciência, Tecnologia e Inovação. Sendo a maior economia da América Latina e o nono PIB do mundo, o Brasil tem feito investimentos em tecnologia como uma ferramenta valiosa para incentivar seu crescimento. O Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação (PACTI), do Governo Federal, irá investir em 2010 aproximadamente US$ 22 bilhões.
Os Fóruns Internacionais no Pavilhão do Brasil reforçam a diversidade e a boa vontade brasileira para a cooperação. Pedro Wendler, diretor do Pavilhão do Brasil, afirmou que “o país avança na cooperação com outros países e busca formar uma importante plataforma para potencializar os benefícios conquistados pela cooperação”.
O Pavilhão do Brasil pretende continuar colocando à disposição de outros países um espaço valioso para a troca de idéias e melhores práticas. Em julho, o Pavilhão organiza o seminário “A energia que move as cidades brasileiras”, no Expo Center, dentro do Parque da Expo Xangai. Em foco os avanços das energias como biocombustíveis, etanol, redução de gases-estufa pela utilização de energia hidrelétrica, e outras inovações no campo da energia. Também haverá uma plataforma para oportunidades de investimento em energia.
Israel inaugura maior dessalinizadora por osmose reversa do mundo
A empresa israelense IDE Technologies inaugurou uma nova usina de dessalinização da água salgada, capaz de fornecer boa parte da água que os israelenses consomem para uso pessoal.
Localizada na cidade de Hadera (norte de Israel), a fábrica é a maior usina de dessalinização por osmose reversa (RO) do mundo, com capacidade de produzir 127 milhões de água potável por ano – água para um de cada seis israelenses.
Os investimentos foram de cerca de US$ 500 milhões. A IDE já construiu cerca de 400 usinas de dessalinização em 40 países em todo o mundo, capazes de produzir 2.000.000 de m³ de água por dia.

Biomassas alternativas para uma cerâmica
Através de ações da Associação Nacional da Indústria Cerâmica (Anicer) as empresas do segmento vêm substituindo a lenha – nativa ou exótica -, óleo BPF ou gás, por resíduos de outras indústrias. Entre eles pode-se destacar: serragem, caroço de açaí, palha de arroz, casca de coco e outras biomassas descartadas.
Assim, além de utilizar combustíveis que emitem menos gases-estufa e que não desmatam, a indústria cerâmica elimina resíduos de outros segmentos, passando a atuar como indústria limpadora do meio ambiente. Vale lembrar que o volume de gases-estufa liberado na queima de biomassas têm impacto 21 vezes menor para o aquecimento atmosférico do que o metano liberado durante sua decomposição ao natural.
A redução das emissões de gases-estufa possibilitada pela adoção de biomassas alternativas tem permitido às empresas vender créditos de carbono no mercado internacional através do mecanismo de desenvolvimento Limpo (MDL).
Os recursos obtidos nestas transações permitem que as empresas financiem a conversão de seus equipamentos para se tornarem cada vez mais sustentáveis. Este ciclo virtuoso vem ganhando escala no segmento cerâmico e poderá tornar a cerâmica vermelha uma importante aliada contra o aquecimento global.
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