Linha de crédito especial para tecnologias limpas

As empresas que planejam investir em processos de produção mais limpa poderão financiar a compra de máquina e equipamentos pela linha de crédito Ecoeficiência. A nova fonte de financiamento é uma iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Caixa Econômica Federal. Conforme o convênio assinado nesta segunda-feira, 7 de junho, a Caixa financiará 100% do valor dos projetos.

O pagamento poderá ser feito em até 54 meses com carência de seis meses. Os empréstimos terão acréscimo da TR mais 1,92% ao mês. Os pedidos de financiamento de até R$ 10 milhões serão liberados em um prazo de 15 dias. “A Caixa já tem recursos disponíveis para o financiamento, e não existe limite máximo pré-estabelecido. O valor do financiamento vai depender da capacidade da empresa”, disse o vice-presidente de Pessoa Física da Caixa Econômica Federal, Fábio Lenza.

O superintendente coorporativo da CNI, Antônio Carlos Brito Maciel, destacou que as empresas precisam de recursos de longo prazo para financiar a substituição de máquinas e equipamentos que permitirão a produção mais limpa. “Essa é mais uma iniciativa da CNI para ajudar as empresas a se adequarem à legislação ambiental”, disse Maciel. Ele assinou o convênio com a presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Coelho.

Maciel explicou que, para ter acesso à Linha Ecoeficiência, as empresas devem elaborar um projeto de compra de máquinas e equipamentos que serão usados em atividades de produção limpa, como nos processos de tratamento de resíduos sólidos ou de reutilização de água. O projeto deve ser aprovado por órgãos ambientais e depois apresentado à Caixa Econômica, que definirá a liberação dos recursos.

Conforme a gerente da Unidade de Meio Ambiente da CNI, Grace Dalla Pria, a parceria com a Caixa reforça as ações da CNI para estimular a produção industrial sustentável. Além disso, a Confederação já mantém iniciativas na área de eficiência energética e oferece cursos para a elaboração de projetos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL). “O convênio com a Caixa coroa uma séria de iniciativas da CNI em prol da ecoeficiência”, completou Grace. A assinatura do acordo com a Caixa é parte das comemorações do Dia Internacional do Meio Ambiente, que ocorreu em 5 de junho.

Copa Verde em 2014

A realização de uma Copa Verde no Brasil em 2014, com poucos impactos ambientais, só será possível se houver planejamento, mobilização social e comprometimento de diversos setores empresarias e da sociedade civil. Essa foi a principal constatação discutida no evento “2010-2014: 4 anos para uma Copa Verde no Brasil”, promovido pelo Sinandicato Naciconal das Empresas de Consultoria (Sinaenco).

O arquiteto Vicente Castro Mello, responsável pelo projeto da Copa Verde, ressaltou a importância da sustentabilidade financeira dos estádios para a competição. Segundo ele, os projetos de estádios brasileiros deveriam seguir o preceito de ecoarenas, com utilização de sistemas como o de captação de água da chuva, por exemplo.

Já André Castro, presidente do Instituto Trata Brasil, destacou a necessidade de comprometimento em melhorar a cobertura de saneamento do País, que é o 9º colocado no ranking mundial da vergonha, segundo estudo da OMS/UNICEF, com 13 milhões de habitantes sem acesso a banheiro. “Nossa cobertura de saneamento não combina com um País que, além de sediar uma Copa, quer ser a quinta maior economia do mundo”.

Entre as cidades sede da Copa, Manaus, Recife, Cuiabá e Natal são as que apresentam maior deficiência na cobertura de saneamento.

O presidente regional de São Paulo do Sinaenco, José Roberto Bernasconi, alertou que o Brasil pode deixar um bom ou mal legado, dependendo da qualidade do planejamento e mobilização da sociedade. Nessa mesma linha, o britânico Jon Pettifer, diretor do grupo Mace, responsável pelo gerenciamento das obras do parque olímpico de Londres, apresentou o planejamento do empreendimento, que foi iniciado tão logo o país foi anunciado como sede para as Olimpíadas 2012, e ressaltou o envolvimento da comunidade londrina em todo o processo de preparação da cidade.

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