Explorando a biodiversidade

A Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul promove, de 21 de maio a 30 de setembro de 2010, de terça-feira a domingo, das 9h às 17h, no Museu de Ciências Naturais – Rua Dr. Salvador França, 1427 – Jardim Botânico de Porto Alegre, a exposição Explorando a Biodiversidade.

Atualmente, mais de 17 mil espécies de animais e plantas correm risco de desaparecer do planeta, sendo que 22% dos mamíferos, 30% dos anfíbios e 12% das aves estão ameaçadas de extinção. No Rio Grande do Sul, 261 espécies da fauna e 600 espécies da flora correm risco de extinção ou já desapareceram. Em nível global, mais de 60% dos serviços ambientais encontram-se degradados.

Estas alterações, que foram mais significadas nos últimos 50 anos, estão diretamente ligadas às atividades humanas, resultando em perdas significativas da diversidade biológica, degradação de serviços ambientais e aumento da pobreza dos povos.

Para que estes processos negativos sejam reduzidos, uma mudança de comportamento se faz necessária, visando a diminuir o ritmo da perda da biodiversidade em todos os níveis, com ações de educação ambiental, que passe a fazer parte do cotidiano das pessoas.

A exposição Explorando a Biodiversidade se propõe a apresentar, sob formas de painéis e peças taxidermizadas (empalhadas) algumas espécies da fauna e flora nativa e exótica, com uma representatividade significativa do que a natureza ainda oferece. As causas e conseqüências das perdas, que vêm ocorrendo ao longo dos últimos anos, são objeto de avaliação e considerações importantes sobre a responsabilidade individual e coletiva neste processo de destruição do planeta.

O que poderá ser visto na exposição:

– Um exemplar de Cassuar, com 1,2m de altura, provavelmente o único taxidermizado do Brasil. Ave nativa da floresta do norte da Austrália e Nova Guiné, estará sendo exibida pela primeira vez ao público. A espécie viva esteve em exposição no Parque Zoológico, em Sapucaia do Sul, durante muitos anos.

– Um exemplar de harpia. No RS esta espécie está provavelmente extinta, sendo que os últimos registros datam da década de1940. Maior gavião brasileiro, mede aproximadamente 1m, com asas abertas pode chegar a 2,10m (de ponta a ponta). Distingue-se dos outros gaviões e águias pelo cocar que tem na parte posterior da cabeça.

– Exemplares taxidermizados de jacaré-açú, tartaruga-dos-galápagos, sapo-cururu, lobo-guará, gato-maracajá e tatu.

– Exemplares de borboletas, de insetos, de plantas de florestas (araucária, erva-mate, canela e camboim, cactos, bromélias e butiá), de esponjas marinhas (réplica) e de água doce. Exemplares de moluscos exóticos e nativos do RS. Canto de aves. Peles de jibóia e Sucuri. Ovos e penas de animais.

Unifesp recebe área para instalar o Instituto do Mar

Um protocolo de intenções firmado entre a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Companhia das Docas do Estado de São Paulo (Codesp) estabelece a disponibilização de espaços da empresa na cidade de Santos, litoral paulista, para a instituição de ensino.

O documento, que foi assinado no fim de abril e publicado em maio no Diário Oficial de Santos, prevê a utilização de um prédio de propriedade da Codesp no qual a Unifesp pretende instalar quatro novos cursos de graduação, oceanografia e as engenharias portuária, de pesca e ambiental e será a sede do Instituto de Ciências do Mar e do Meio Ambiente.

A universidade ainda contará com um dos armazéns do cais do Valongo, região que compreende a principal área de um projeto de revitalização o qual prevê a construção de um complexo turístico, empresarial e náutico nos antigos armazéns portuários.

“Ter um espaço localizado adequadamente é fundamental para iniciarmos as atividades do Instituto do Mar de maneira totalmente integrada ao processo de desenvolvimento econômico da Baixada Santista”, disse o reitor da Unifesp, Walter Manna Albertoni, que também ressaltou o fato de a nova unidade ser voltada às vocações daquela região.

Fonte: Agência Fapesp.

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