RS já está fazendo inventário de gases que provocam efeito estufa

O Rio Grande do Sul acaba de assinar um convênio de cooperação pioneiro com o governo francês, através da Agência de Meio Ambiente e Gestão de Energia francesa – ADEME e seus parceiros Environconsult, Voltalia, Atmopaca – Qualité de l´Air e Engebio para a elaboração e implementação em 16 meses do Plano Integrado de Clima, Ar e Energia em todo o Estado. O trabalho será desenvolvimento juntamente com os técnicos da Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler – Fepam .

O objetivo é a integração da gestão da energia e da redução das emissões de gases de efeito estufa nos planos tradicionais de gestão da qualidade do ar, mediante visão e desenvolvimento organizado de energias renováveis no Estado.

A implementação ocorrerá em três fases, sendo que a Fase I prevê Plano de Gestão da Qualidade do Ar, que já está em andamento, através de uma auditagem da rede de monitoramento, estudo de otimização, plano de treinamento de pessoal e troca de experiência, através de um planto estratégico de redução da poluição atmosférica e melhorias na qualidade do ar.

Na Fase II será realizado o diagnóstico das emissões de gases de efeito estufa do território gaúcho com a proposição de ações estratégicas visando à redução dos gases de efeito estufa mediante o balanço energético do Estado. O objetivo desta fase é o levantamento das emissões por setor de atividade, avaliação do Potencial de Energias Renováveis do Estado, análise das vulnerabilidades do território às Mudanças Climáticas com a inscrição do RS na dinâmica federal sobre mudanças climáticas.

Também será efetuado estudo de adaptação potencial do método “Bilan Carbone” (inventário de carbono) previsto pela política nacional de mudanças climáticas conforme a Lei federal n.º 12.187/2009, com a realização de projetos pilotos na indústria.

Na Fase III está prevista a integração possível do Plano Ar, Clima e Energia às políticas públicas de desenvolvimento, com plano de comunicação em nível territorial. O plano gaúcho é piloto e poderá ser adotado como modelo pelos demais Estados brasileiros.

A parceria com o governo francês através da ADEME frutificou após a participação da Fepam na 23ª Feira Internacional de Equipamentos, Tecnologias e Serviços de Meio Ambiente – Pollutec, realizada em dezembro de 2008 em Lyon, na França. Em 2009 os contatos avançaram, por intermédio da assessora da presidência da Fepam, Maria Elisa Santos Rosa, visando a assistência técnica e financeira com a França para a realização deste estudo para o Estado do Rio Grande do Sul..

Integram a equipe os franceses Olivier Decherf, diretor da Enviroconsult e do projeto; Etienne Vernet, encarregado do projeto para Voltalia e especialista em energias renováveis; Léo Genin, coordenador do projeto na França e Charlotte Raymond, coordenadora do projeto no Brasil, que já reside em Porto Alegre. Também integra a equipe Mario Saffer, diretor da Engebio, co-responsável na coordenação e consultor do plano no Estado.

Estrada que gera energia

Fábio Reynol – Agência FAPESP.

Ao passar sobre uma placa cerâmica embutida no asfalto veículos estimulam o material e produzem energia. Essa, por sua vez, alimenta a iluminação de placas e dos semáforos da própria rua ou estrada.

Essa é apenas uma das possíveis aplicações de uma pesquisa feita na Universidade Estadual Paulista (Unesp) que visa ao desenvolvimento de um sistema de aproveitamento da energia piezoelétrica, isto é, gerada por pressão.

O trabalho, que tem apoio da FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular, começou com o professor Walter Katsumi Sakamoto, do Departamento de Física e Química da Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira, que utilizou sua experiência na construção de sensores de radiação e de umidade de solo para elaborar dispositivos piezoelétricos.

Essas tecnologias têm em comum a utilização de compósitos cerâmicos nanométricos em formato de filmes.

Para gerar energia, o equipamento necessita de pressão intermitente, que seria exercida pela passagem dos pneus dos veículos. Essa força provoca uma deformação mecânica no material, que produz energia elétrica.

“Essa tecnologia poderá gerar energia em áreas movimentadas e não somente a partir da passagem de carros, mas também de pessoas a pé”, explicou Sakamoto.

Segundo ele, shopping centers poderiam utilizar pisos especiais que transformassem os passos dos frequentadores em energia para iluminar os corredores. Algumas estações de metrô no Japão já utilizam pisos desse tipo.

Entre outras possíveis aplicações desses sensores também estão a detecção de vazamentos de raios X em clínicas e hospitais e a produção de implantes capazes de estimular o crescimento ósseo guiado, o que seria muito útil em tratamentos ortopédicos e implantes dentários.

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