
Foto: Silvio Siqueira/PMG.
Guarulhos (Grande São Paulo) está desenvolvendo proposta inovadora para tentar afastar o entulho da beira de córregos, rios e áreas de preservação ambiental. Desde 2003, a cidade recebe entulho e material reciclável em Pontos de Entrega Voluntária, os PEVs. Os compostos recolhidos são enviados a uma usina recicladora e depois, utilizados pela Prefeitura em serviços de pavimentação de ruas e avenidas.
Em 2009, 23.672 toneladas de entulho e material reciclável foram recolhidas pelo Poder Público. As 15 unidades dos PEVs recebem diferentes tipos de resíduos, especialmente aqueles provenientes da construção civil, como ferro, argamassa, além de móveis, podas de árvores, e material reciclável. Os PEVs ficam abertos das 8h45min.às 16h30min., se segunda-feira a sexta-feira.
Depois de passar pela triagem, onde é separado por tipo de material, o entulho é levado para a recicladora da Proguaru (a autarquia responsável pelos serviços urbanos). Ali ele é processado, transformado em blocos de concreto e brita e, posteriormente, utilizado para a pavimentação de ruas e na construção de bloquetes para o calçamento de vielas e escadarias.
Em 2010, a Prefeitura quer dobrar a quantidade de material recolhido. Isso se justifica pelo fato de o setor da construção civil experimentar um boom na cidade atualmente.
Em 2009, foram recolhidas também mais de 50 toneladas de lixo reciclável, como papel, papelão, plástico, metal e vidro. Este material é encaminhado para a uma cooperativa de reciclagem que dá oportunidade de trabalho para cerca de 50 pessoas. Porém, mesmo com os pontos de entrega, muitos cidadãos continuam jogando entulho nas ruas, talvez por não se preocuparem com a saúde e o meio ambiente ou sequer saberem que o ato é criminoso. Em Guarulhos, a multa para quem joga entulho nas ruas pode chegar a R$ 1,5 mil.
Marajó terá usina bioenergética
Pesquisadores das universidades Federal do Pará (Ufpa) e Rural da Amazônia (Ufra) desenvolveram o projeto “Energia Renovável com Biomassa”, que transforma resíduos extrativistas (sementes de frutas e folhas) de comunidades ribeirinhas do Marajó em energia.
O projeto vai ser instalado na cidade marajoara de Pontas de Pedras, onde proporcionará geração de energia e de subprodutos que vão garantir o sustento de famílias do município. A previsão é de que as mini usinas bioenergéticas estejam em funcionamento no prazo de três anos.
O projeto foi selecionado para o II Salão Nacional dos Territórios Rurais – Territórios da Cidadania em Foco, a ser realizado de 22 a 25 de março deste ano, em Brasília (DF), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.
No II Salão serão apresentadas experiências inovadoras da sociedade civil e do poder público, denominadas “Boas Práticas Territoriais”, que combinam critérios de participação democrática, gestão e controle social com abrangência territorial. Só na região Norte foram selecionados 24 projetos de “Boas Práticas”, sete dos quais desenvolvidos em território paraense.
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