O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) realizou evento de apresentação do portal Mapas Ipea, que permite aos internautas visualizar, no mapa brasileiro, diversas informações sobre os municípios do País. Por meio dele será possível, por exemplo, obter detalhes sobre as 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016.
O Mapas Ipea foi elaborado a partir do software livre I3Geo. A ferramenta do Ipea reúne em um só endereço informações já públicas que tem como fonte ministérios e outros órgãos federais, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – alguns dos quais utilizam há mais tempo a plataforma I3Geo. Utilizando a ferramenta de buscas, ou a partir de ampliação no mapa do País, o usuário chega à cidade que deseja pesquisar.
Entre os dados disponíveis, pode-se consultar a população, a área, o Produto Interno Bruto (PIB), rodovias, estatísticas de educação e quantidade de servidores públicos nos municípios. Os mapas permitem, ainda, saber quais municípios tem acesso mais rápido a aeroportos e quais tem mais famílias em situação de pobreza. Qualquer pessoa poderá montar seu próprio mapa, sobrepondo as camadas de dados que lhe interessam, permitindo novos cruzamentos de dados.
A interface estará disponível em quatro idiomas (português, inglês, espanhol e italiano), e o portal será constantemente atualizado com novas bases de dados.
O portal Mapas Ipea, acessível pelo endereço http://mapas.ipea.gov.br, permite que qualquer pessoa possa obter informações consolidadas sobre todos os municípios brasileiros. A apresentação da ferramenta foi feita nesta quinta-feira, 28, pela diretora-adjunta de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura do Ipea, Fernanda de Negri, e pelo assessor técnico da Presidência do Instituto, Erivelton Guedes.
“O Mapas Ipea permite análises simples e rápidas. Por exemplo, um município que não tem sistemas próprios desse tipo pode se utilizar da ferramenta para fazer suas análises, comparar seus indicadores com os de municípios vizinhos”, explicou Erivelton. “Trata-se de um instrumento importante tanto do ponto de vista do formulador de políticas públicas quanto do gestor municipal ou estadual”, afirmou Fernanda de Negri.
Erivelton acrescentou que o portal pode ser facilmente utilizado por qualquer cidadão. “Se um professor de Geografia estiver dando aula sobre desigualdade de renda, ele encontrará dados sobre esse assunto no Mapas Ipea.” . Segundo o assessor, as prioridades de atualização vão ser definidas de acordo com a vontade dos usuários do sistema. Sugestões podem ser encaminhadas para o e-mail: < ahref="mailto:mapas@ipea.gov.br">mapas@ipea.gov.br.
“O Ipea tem vários estudos que podem ser incluídos no Mapas Ipea. Temos, por exemplo, informações sobre a distribuição espacial de várias indústrias, temos indicadores tecnológicos dos municípios”, afirmou a diretora da Diset. O Mapas Ipea foi elaborado a partir do software livre I3Geo.
Projeto Oásis alia conservação da natureza e desenvolvimento econômico
Um grupo de 63 proprietários de terras da região de Apucarana, norte do Paraná, que conservam suas áreas naturais em regiões de mananciais, foram premiados financeiramente. Eles fazem parte do Projeto Oásis Apucarana, desenvolvido pela Prefeitura do Município para melhorar a quantidade e qualidade da água dos rios que cortam o município e abastecem a região,. Eles são os primeiros beneficiados com a iniciativa, que tem apoio técnico da Fundação O Boticário de Proteção à Natureza.
Os valores variam de R$ 850,00 a R$ 7.000,00 por ano, de acordo com o estágio de conservação de suas áreas naturais. A metodologia para pagamento privilegia proprietários de terras com as áreas naturais mais bem conservadas e anualmente será feita avaliação técnica que poderá aumentar ou diminuir o valor a ser recebido. “Com isso, o Projeto Oásis oferece estímulo para que as áreas naturais continuem bem conservadas, protegendo também a água na região”, diz a diretora executiva da Fundação O Boticário, Malu Nunes.
Apucarana é o segundo exemplo de pagamento por serviços ecossistêmicos para proprietários de terras com mananciais do país. O primeiro é o Projeto Oásis São Paulo, lançado em 2006 pela Fundação O Boticário, e que premia financeiramente proprietários na região da Bacia do Guarapiranga em São Paulo.
“O pagamento por serviços ecossistêmicos é uma das alternativas para aliar desenvolvimento econômico com conservação da natureza. No caso do projeto Oásis, o prêmio financeiro é para quem contribui para a manutenção da qualidade da água. Nossa intenção é que esses exemplos possam ser replicados em outras regiões”, conclui Malu.
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