
Foto: ETE Brusque. Divulgação.
Com empresas de capital nacional e estrangeiro, o setor de tratamento de resíduos industriais processa um volume de 3,6 milhões de toneladas por ano, movimentando R$ 1,5 bilhão com serviços prestados a 15 mil clientes industriais.
Segundo o Sindicato Nacional das Indústrias de Equipamentos para Saneamento Básico e Ambiental (Sinesam), composto por mais de 90 empresas, o segmento registrou crescimento nas vendas de 28%, no primeiro semestre de 2008, em comparação com o mesmo período de 2007. Estudos revelam que nos próximos anos a América Latina terá investimentos em tratamento de efluentes e de água industrial da ordem de US$ 2,2 bilhões. Desse total, pouco acima da metade se voltará apenas ao mercado brasileiro, um dos principais nesse setor.
Segundo o presidente do Sinesam, Gílson Cassini Afonso, os investimentos na área de saneamento também tem acelerado o crescimento do setor. “Em 2008, obras de saneamento básico superaram R$ 10 bilhões o que já sinaliza as boas perspectivas de crescimento da indústria fornecedora para o setor de água e esgoto”, diz Cassini.
De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Tratamento de Resíduos (Abetre), o volume de resíduos industriais tratados deve atingir a marca de 8 milhões de toneladas em 2009, número superior ao dobro do volume processado em 2004. Para o presidente da Abetre, Diógenes Del Bel, o Brasil precisa adotar uma série de medidas de proteção, que estão o campo de atuação de empresas especializadas. “É uma atividade que demanda tecnologia, além de capacidade gerencial e empreendedora. E isso vem sendo implantado no Brasil por exclusiva iniciativa do setor privado”, disse Del Bel.
Destaque na indústria têxtil, Santa Catarina tem investido cada vez mais em tecnologia de ponta para a sustentabilidade desse setor. Em Brusque, principal pólo têxtil catarinense, com 290 fábricas, a Estação de Tratamento de Efluentes Industriais é a única no País que utiliza a tecnologia de poço profundo – deep shaft –, muito empregada no Japão e em países onde há necessidade de reutilização de água e também onde o tratamento é feita perto de centros urbanos. Esses resíduos chegam à estação, onde são tratados com um reator anaeróbico de 4 metros de diâmetro por 60 metros de profundidade, alimentado por ar comprimido garantindo a eficiência no tratamento biológico.
De acordo com o presidente da Riovivo Ambiental, empresa que administra a ETE de Brusque, Ceciliano Ennes, a inovação tecnológica é essencial para a preservação do meio ambiente. Recentemente, foram investidos mais de R$ 1,5 milhão em tecnologia na ETE para dar início a três importantes processos: automação, cobertura dos tanques e a secagem do resíduo sólido resultante do tratamento. “Todos os investimentos e inovação são voltados para otimizar a preservação do meio ambiente da nossa região”, afirma Ennes.
Ecoturismo no Brasil atrai operadores estrangeiros
Catorze destinos, em 11 estados brasileiros, foram apresentados a 65 profissionais estrangeiros especializados no segmento. Com as viagens de familiarização, profissionais de 18 países puderam conhecer destinos como Chapadas Diamantina e Veadeiros, Amazônia, Lençóis Maranhenses, Fernando de Noronha, Santa Catarina, Natal, Litoral do Rio de Janeiro e São Paulo, Paraná e Itacaré.
O diretor da operadora britânica Stallions Air, Amit Bedi, que esteve em Fernando de Noronha afirmou que 60% dos negócios realizados pela operadora, na Inglaterra, são de vendas dos destinos brasileiros. “A viagem foi muito importante para conhecer novos paisagens e roteiros. O Brasil possui grande diversidade e agora é o momento para dividirmos nossas experiências”.
As caravanas com operadores estrangeiros de turismo fazem parte de uma série de ações da Embratur para promover o segmento no mercado internacional. “O que estes profissionais vivenciaram foi apenas uma parte do que o Brasil pode oferecer. O segmento de Ecoturismo e Aventura evoluiu e avançou como poucos segmentos do turismo no mundo, consequentemente irá gerar muitos negócios no País”, afirmou Jeanine Pires, presidente da Embratur.
De acordo com a Organização Mundial do Turismo, o Turismo de Aventura apresenta crescimento entre 15% e 20% ao ano em todo o mundo, sendo um dos segmentos mais resistentes no período de crise.
O perfil deste viajante explica em boa parte esse comportamento: é um apaixonado pela atividade, vê a viagem como parte fundamental de seu estilo de vida e identidade e prefere cortar outros itens do orçamento antes de pensar em deixar de vivenciar suas viagens de aventura.
Pesquisas da Adventure Travel Trade Association (ATTA) apontam a América do Sul como um dos destinos que mais crescem em interesse dos turistas de aventura no mundo. E o Brasil, com sua grande diversidade natural tem se consolidado como um dos principais destinos do mundo no segmento: em 2008, o Brasil foi apontado pela revista National Geographic Adventure como o melhor destino para turismo de aventura em 2009.
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