
O reaproveitamento de lixo eletrônico já é possível em qualquer empresa, independente do seu porte, e pode representar uma economia de até 80% nos gastos gerais com informática. Graças a filosofia TI verde (tecnologia da informação aplicada de forma sustentável) ou Green Net o lixo eletrônico, como computadores, por exemplo, é reaproveitado para evitar não somente o seu descarte na natureza como, também, para gerar significativa economia para as empresas nos gastos com compra e manutenção de máquinas (hardware), aquisição de programas (softwares) e energia elétrica.
Uma das iniciativas oferecidas pela CRMG Network & Security, empresa de Campinas especializada oferecer soluções relacionadas à informática e focadas em TI verde, é a implantação de rede de terminais leves que barateia, significativamente, os gastos em TI. Uma das soluções inteligentes de reaproveitamento de equipamentos obsoletos oferecidas é o CRMG Green Net um produto que se utiliza do chamada de Fat Client como terminal de acesso. Ou seja: o computador antigo é transformado em um terminal leve de acesso que tem a mera função mecânica de ser a ponte entre aquela estação de trabalho e o servidor. Como essas estações não necessitam de HD, pois toda a memória e processamento são concentrados no servidor, é necessária somente uma licença do sistema operacional que podemos traduzir como Windows XP ou Windows Vista. Além disso, sem os HDs as estações ficam mais leves e ágeis e podem trabalhar com equipamentos antigos que não comportariam sequer rodar um programa como o Windows XP.
Ao implantar o Fat Client numa rede com 20 máquinas, por exemplo, a redução do custo com equipamentos e licenças é bastante significativa: enquanto uma rede convencional custaria R$ 49.405,00, a CRMG Green Net custa R$ 18.125,00. Uma das principais economias está relacionada às CPU´s. Com o reaproveitamento dos computadores antigos, apenas a economia com a compra de computadores exigida pelo sistema convencional chega a R$ 16 mil.
Já o custo com licenças de softwares (XP Pro, antivírus etc) e configurações cai de R$ 16.400,00 (no caso de 20 máquinas) para R$ 1.640,00, já que todos os programas necessários são centralizados em uma única máquina, no caso, o servidor.
“Por centralizar todos os programas e funções, as soluções como o Fat Client reduzem significativamente o TCO (custo total de propriedade) das empresas. O TCO inclui a aquisição de hardware e licenciamento de software, a infraestrutura para a instalação dos equipamentos, treinamento, atualização e manutenção. Além disso, essa solução aumenta consideravelmente a segurança da rede, já que todos os dados e controle estão centralizados no servidor”, explica Carlos Roberto Guimarães, diretor da CRMG.
Devido à velocidade dos avanços tecnológicos, os equipamentos, inclusive os computadores, ficam obsoletos em curtíssimo espaço de tempo, em média, um ano. Com essa tecnologia de rede de terminais leves praticamente todos os computadores antigos podem ser reaproveitados e utilizados por um longo período de tempo, gerando muita economia e evitando o descarte desse lixo eletrônico. “É a solução mais econômica, viável e ecologicamente correta para quem dispõe de equipamentos antigos”, acrescenta.
Cada computador conectado ao servidor, como nos antigos mainframes precisam ter apenas uma placa mãe, um processador (a partir do k6-2) e 128 Mb de memória, além, é claro, de uma placa de rede. Isto porque todos os dados (arquivos) e o sistema operacional estarão armazenados somente no servidor, que compartilha o uso das funcionalidades com os usuários dos terminais. “Os usuários dos terminais podem compartilhar com o servidor todos os aplicativos e, também, os periféricos, como CD-Rom, DVD, impressoras etc, de forma simultânea e independente”, garante Carlos Guimarães.
Segundo dados do Greenpeace, são descartados anualmente de 20 a 25 milhões de toneladas de produtos eletrônico, grande parte de forma inadequada. Por conter materiais pesados e tóxicos, como mercúrio, chumbo, cádmio, belírio e arsênico, o descarte irresponsável gera riscos de contaminação humana, da água e solo. De acordo com a Fecomércio – Federação do Comércio do Estado de São Paulo -, apenas 10% dos computadores são reciclados no mundo.
Meio Ambiente nos balanços
Questões ambientais começam a aparecer com mais frequência nos balanços das companhias abertas e a fazer parte das contingências, ao lado dos tradicionais passivos trabalhistas e tributários, segundo informação publicada no jornal Valor Econômico.
Segundo a matéria, das 30 maiores empresas abertas, nove – Petrobras, Vale, Neoenergia, CSN, Eletropaulo, Sabesp, Ultrapar, Cemig e CPFL – já mencionam contingências ambientais em seus balanços financeiros. Dessas, só Cemig e CPFL não mantêm provisões para discussões na área.
A análise do jornal credita o fenômeno à exigência cada vez maior dos investidores em relação a possíveis passivos ambientais. Também sao mencionados fatores como a regulamentação mais rígida para contabilização das discussões ambientais e a fiscalização mais exigente de órgãos federais e estaduais, que tem resultado em maior volume de autuações e disputas.
Fonte: Valor Econômico.
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