Sustentabilidade: madeira de demolição na sua casa

“A sustentabilidade é um tema que cada vez mais ocupa lugar em nossas vidas. Não adianta negar, mas hoje, antes de jogarmos um papel na rua, pensamos duas vezes. Utilizar recursos naturais tornou-se uma necessidade do nosso planeta para a sobrevivência das espécies e é obrigação de todo arquiteto gerir os recursos naturais que podem ser reaproveitados”.

Esta é a opinião da design de interiores Vanessa Karine Trad Baraúna. Ela diz que a arquitetura de interiores entrou na onda do sustentável utilizando entre outros materiais de grande relevância, a madeira de demolição. Entre as vantagens deste material é que pode ser modelado de várias formas e sempre se manterá único frente às tendências impostas pelo mercado.

A especialista destaca que “além de ser ecologicamente correta, a madeira de demolição tem aspectos particulares como a aparência envelhecida que agrada a maioria das pessoas, por trazer ao ambiente um ar de aconchego sem ter a cara de lugares rústicos e primitivos”. E revela a madeira é reaproveitada da demolição de construções, onde geralmente são encontradas nas estruturas e nas matérias-primas.

A idéia de modelar pisos, móveis, esquadrias, objetos de decoração e até mesmo forros, garante a reutilização desse material que é extremamente durável já que a passa por um processo de estufa natural, que garante uma alta resistência contra rachaduras e empenamentos por estar extremamente seca.

Mas Vanessa lembra esse material não é barato pois muitas dessas madeiras estão extintas e todas necessitam ser restauradas e remodeladas para serem utilizadas novamente.

Entre as madeiras comercializadas estão: peroba, jacarandá, ipê, canela, pinho e riga. Além de todas as vantagens a madeira de demolição tem uma versatilidade que nenhum outro material tem, pois pode receber tratamentos diferenciados ao longo dos anos. Ou seja, você pode mudar a cara do seu piso polindo-o mais ou menos, ebanizando, clareando, e escolher até que nível do rústico você quer dar a ele.

Cresce carteira de ações de empresas sustentáveis

O desafio dos países emergentes de promover o desenvolvimento e ao mesmo tempo adotar uma postura sustentável com relação ao meio ambiente foram o principal tema do 5º Sustentabilidade em Pauta, workshop promovido na pelo Itaú Unibanco, no Instituto Itaú Cultural, em São Paulo.

Walter Mendes, responsável pela área de Renda Variável do Itaú Unibanco, mostrou, em sua apresentação o expressivo aumento no número de fundos que selecionam seus ativos por critérios de responsabilidade socioambiental “Nos mercados emergentes, Brasil e África do Sul se destacam em termos de investimentos socialmente responsáveis. Aqui, esses fundos já contabilizam um patrimônio de R$ 833 milhões”, ponderou, ressaltando que o interesse dos investidores estrangeiros por esse tipo de produto tende a aumentar.

“Os critérios mais utilizados para seleção de investimentos socialmente responsáveis nos mercados emergentes são governança corporativa, práticas de respeito ao meio ambiente e exclusão de produtos socialmente nocivos, como álcool, fumo e armamentos”, detalhou.

Mas, segundo Mendes, ainda são encontrados obstáculos nesses países devido à falta de transparência das empresas em questões ligadas ao tema, cultura empresarial e falta de pesquisa relativa a essas questões.

Leave a Reply

Your email address will not be published.