Imagens de uma morte anunciada

Foto: Poeira contaminante sobre a região do antigo leito. Nasa.

Em 1960, a União Soviética desenvolveu um imenso plano de transposição de água nas planícies áridas do Cazaquistão, Uzbequistão e Turquimenistão. Os dois maiores rios da região foram usados para transformar o deserto em campos de plantio de algodão e outros grãos.

O manancial que recebia as águas dos dois rios, o Mar de Aral, era o quarto maior lago do mundo. Ao mesmo tempo em que o plano fez o deserto florescer devastou o Mar de Aral. As duas imagens mostradas nesta matéria, obtidas pelo Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer (MODIS) da NASA, documentam a mudança ocorrida com o lago Aral em menos de uma década.

Como essas fotos começaram a ser tiradas em 2000, o lago já era muito menor do que em 1960 cujo formato original aparece com uma linha preta (black line).

No último esforço para salvar alguma coisa do lago o Cazaquistão construiu uma represa entre o nordeste e o sudeste do Mar de Aral. Completada em 2005, a represa foi uma sentença de morte para a parte sudeste do Lago.

Mata Atlântica vista pelo olhar da arte

A Fundação Zoobotânica do RS promove a exposição Cacos da Mata, a partir do dia 27 de maio, na Sala de Exposições de Curta Duração, do Museu de Ciências Naturais, em Porto Alegre

Combinando Arte e Meio Ambiente, a exposição Cacos da Mata apresenta uma série de pinturas baseadas na fauna e flora brasileira, utilizando elementos, formas, cores e texturas da floresta, expressadas através da arte.

As obras são feitas em lona de caminhão e vidro reciclado que passam por todo um processo de limpeza, aproveitamento e elaboração.

Além da exposição serão realizadas palestras, jogos, histórias, brincadeiras e dinâmicas, visando instigar a reflexão sobre a relação homem e floresta, com o enfoque nos aspectos histórico-culturais do ser humano.

O projeto Cacos da Mata difunde o que a Floresta representa para assegurar a qualidade de vida das presentes e futuras gerações e a compreensão quanto à necessidade da sua preservação, conservação e recuperação de áreas degradadas, já que se caracteriza como a segunda floresta mais ameaçada de extinção do planeta, perdendo apenas para a floresta na Ilha de Madagascar.

A mostra, que tem a autoria de Ana Beatris Pereira Raposo e Paulo Tajes Lindner, e curadoria de Carlos Franzoi, faz parte das comemorações da Semana Estadual do Meio Ambiente, que ocorre de 27 de maio a 5 de junho. A abertura registra o Dia da Mata Atlântica.

O que: Exposição Cacos da Mata

Quando: de 28 de maio a 2 de agosto de 2009, de terça-feira a domingo, das 9h às 17h

Abertura oficial: 27 de maio, às 18h

Onde: Sala de Exposições de Curta Duração do Museu de Ciências Naturais

Rua Dr. Salvador França, 1427 – Jardim Botânico – Porto Alegre.

O mar que virou deserto

Embora seja chamado de mar, na realidade o Aral é um lago terminal, que originalmente era alimentado por dois rios principais: Sirdária no norte e Amudária no sul. Esses dois rios têm suas nascentes nas altas montanhas que fazem parte da Codilheira do Himalaia e que distam cerca de 1.000 km de sua foz. Com o desvio das águas para os projetos de irrigação todo o ecossistema se modificou causando a redução gradativa da vazão do lago.

Como o lago praticamente secou a pesca e a comunidade que dependia dela colapsaram As águas se tornaram poluídas com fertilizantes e pesticidas. À medida que seu leito ficava descoberto surgia um solo arenoso e contaminado com agroquímicos contribuindo para degradação ambiental da região. Os campos demandavam cada vez maiores quantidades de água para irrigação. A perda de volume do lago influenciou as mudanças climáticas que tornaram os invernos mais frios e os verões mais secos e quentes.

A redor do leito vazio o cenário é de erosão, salinidade elevada e poluição além de poeira constante que torna a região quase inóspita.

Leave a Reply

Your email address will not be published.