Pará vai ter telecurso em manejo florestal

A partir de 2010, estudantes poderão receber treinamento em manejo florestal por curso ministrado à distância – Telecurso Manejo Florestal Sustentável. Esta é a proposta da Fundação Roberto Marinho, viabilizada pelo convênio firmado com o Governo do Pará, a Associação Brasileira dos Exportadores de Carne (Abiec) e Fundação Orsa, para suprir a deficiência de recursos humanos qualificados para atuar em campo nas atividades de manejo florestal.

A metodologia aplicada pela Fundação Roberto Marinho é semelhante à do telecurso convencional. No entanto, as aulas serão presenciais, em telessalas. Os alunos receberão conhecimentos em diagnóstico socioambiental, legislação, inventário florestal, plano de manejo, análise de custo, benefícios do manejo, dentre outros. De acordo com Ricardo Piquet, diretor de Desenvolvimento Interinstitucional da Fundação Roberto Marinho, o conteúdo será elaborado com base na realidade local, com atividades pedagógicas teóricas e práticas e utilização de materiais impressos e vídeos.

Segundo Piquet, o Serviço Florestal Brasileiro deverá licitar, até 2010, cerca de 4 milhões de hectares de floresta pública. No entanto, há uma perspectiva de que esse volume chegue a 13 milhões nos próximos 10 anos, com a licitação de outras áreas, parte no Pará, que será ofertada pelo Instituto de Florestas do Pará (Ideflor). A qualidade do manejo dessas áreas dependerá da capacidade técnica que estiver em campo.

Para implementar com qualidade técnica os projetos de manejo, licenciados ou licitados, serão necessários, pelo menos, 10 mil profissionais, mas esse número poderá chegar a 100 mil, de acordo com cenário do planejamento das concessões, as escolas técnicas e instituições de ensino superior serão possível capacitar até 5 mil alunos/ano.

A secretária de Educação do Pará, Iracy Gallo, afirmou tem todo o interesse e condições de receber os programas do telecurso, uma vez que já possui 13 escolas tecnológicas, ofertando ensino médio e sequencial , com seis mil matrículas. Duas dessas escolas oferecem curso tecnológico em manejo florestal.

Reality show conscientiza família sobre o desperdício

A família Valeri, formada por Ana Cláudia, uma professora da rede de educação infantil, o engenheiro elétrico Marcelo e seus dois filhos, abriu sua casa para a equipe do EcoPrático, primeiro reality show da TV Cultura, a fim de torná-la mais adequada do ponto de vista sócio-ambiental.

Na confortável casa que vivem (no estilo chácara), num condomínio da Granja Viana, em São Paulo, o primeiro problema detectado foi o desperdício. Os moradores gastam muitos recursos com o banho a gás, por exemplo. Isso porque o banheiro fica bem distante da fonte de água, o que requer uma bomba muito potente, que consome quantidade excessiva de luz e gás para o seu funcionamento.

Pais e filhos praticam esportes das mais variadas modalidades, o que é bastante saudável, o único porém é que a área livre do imóvel é subaproveitada do ponto de vista ecológico. Os filhos também acumulam mais de 20 bolas, que poderiam ser doadas para outras crianças.

Diante desse cenário, os apresentadores Anelis Assumpção e Peri Pane batem um longo papo com a família, propondo a mudança de alguns hábitos. Fazem também diversas modificações estruturais para permitir o melhor aproveitamento dos recursos naturais que os cercam.

Entre as mudanças, o plantio de mais árvores frutíferas e um jardim de ervas na área externa. Também foi construída uma composteira de folhas para adubar as plantações orgânicas. O galinheiro foi ampliado e recebeu mais galinhas, o que vai possibilitar que a família consuma ovos orgânicos. A equipe do programa também encontrou uma solução para o desperdício durante os banhos.

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