
As mudas, Catarina e seus pais e a nascente que foi descoberta na área de plantio.
No dia 13 de agosto de 2008 foram plantadas mudas de 75 espécies nativas e frutíferas (araça, goiabeira, jacaranda, ingá, amora, caju, açoita-cavalo, jambo, jatoba, canelinha, calabura, cabreuva, carambola e outras) em uma área de preservação permanente do córrego Marimbondinho, junto à estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da cidade Jales (SP). O plantio atendeu a um apelo da jovem gaúcha e futura mamãe Clarissa Oliveira Hirano que desejava presentear sua filha que ia nascer com várias mudinhas plantadas para crescerem junto com ela. Como não encontrou receptividade a seu pedido no Rio Grande do Sul, veiculado pela Aguaonline, foi atendida graças à iniciativa do gerente de Divisão da Sabesp de Jales, Antonio Rodrigues Grela Filho, leitor e integrante do Clube de Amigos da Aguaonline.
Ele aproveitou a oportunidade para convocar estudantes da cidade para se unirem a este gesto simbólico de dedicar as árvores a um bebê que ainda não havia nascido e realizarem o plantio que teve a participação de 80 pessoas.
Agora as mudas já atingiram 1,50 metro de altura e estão se desenvolvendo muito bem, assim como Catarina, a filha de Clarissa e seu marido Marcos Hiroshi Hirano, que acaba de completar cinco meses de idade. E a notícia melhor é que foi encontrada uma nescente na área plantada, conforme informou o gerente da ETE de Jales, Antonio Grela Filho.
Ao receber as fotos da área Clarissa disse estar gratificada e agradecida pelo gesto do pessoal de Jales. “O plantio das mudas de árvores em homenagem a minha filha foi um ato simbólico que representa meus votos de como eu almejo que seja a atitude dela com o nosso meio ambiente. Como tenho convicção de que a maior escola da vida que a Catarina terá são os exemplos de dentro de casa, acredito que ela irá apreciar nossa atitude e espelhar seus atos nestes gestos de “bons amigos da natureza”. Ver as mudas transformarem-se em pequenas árvores bem cuidadas me enche de vontade de providenciar um plantio em dobro para o próximo filho”, disse. E promete em breve levar a filha para conhecer a cidade e as árvores, que são um presente de grande significado.
Ao assistirem o quadro de TV o Mundo de Valentina, criado por Gabriel Moojen, para mostrar o futuro da Terra e como um bebê nascido agora vai viver quando for adulto, Clarissa e Marcos, começaram a pensar em como ajudar a mudar a realidade do mundo de hoje para que no futuro as previsões sombrias não se concretizem. “Plantar árvores foi uma proposta que pareceu promissora, principalmente quando quase diariamente somos bombardeados com notícias de derrubadas de florestas”, acrescentou Clarissa. Ela espera que a idéia seja aproveitada por outros pais, parentes e amigos das crianças que estão nascendo para que desta forma elas possam viver em um mundo melhor.
Espaço do leitor
Que idéia maravilhosa e quero aplicá-la, aqui em São Bernardo do Campo, para uma neta que deve nascer nos próximos dias. Como faço para concretizar aqui?
Ipoty Penha de Moraes – poty@ig.com.br.
O Engenheiro Antonio Grela Filho é um dos Administradores mais responsáveis e comprometidos com o meio ambiente e com o a população que conhecemos. Seu senso de homem público traduzido em suas ações é exemplar. Parabéns por mais está obra que cada dia que passa contribui para a melhoria do meio ambiente.
Fernando Tangerino – E-mail: fbthtang@agr.feis.unesp.br.
O “Da Lua” é um dos orgulhos dos jalesenses. Seu trabalho é admirado e reconhecido pela maioria das pessoas. Não nos surpreende o aceite a tão nobre iniciativa dos pais da gauchinha. Parabéns pela iniciativa, e que tão belo exemplo seja espelho a outras pessoas. Para o bem do Meio ambiente.
Paulo Reis Aruca – E-mail: tribuna@melfinet.com.br.
Monitorando desmatamentos
O Ministério do Meio Ambiente lançou no dia 16/04 o projeto de monitoramento por satélite do desmatamento dos biomas brasileiros. O monitoramento por satélite da cobertura florestal atualmente é restrito, em nível nacional, à Amazônia e será estendido à Caatinga, ao Cerrado, à Mata Atlântica, ao Pampa e ao Pantanal.
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