Chuva artificial para recuperar a Chapada Diamantina

Foto:

Equipamento

usado

para lançar

água potável

nas nuvens.

Processo patenteado

e 100% natural.

Para comemorar o Dia Mundial da Água a Modclima deu de presente ao Planeta duas chuvas artificiais sobre o Parque Nacional da Chapada Diamantina. A ação foi desenvolvida em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e com o apoio da Petrobras.

Depois do incêndio que consumiu uma grande área do Parque as chuvas são para mostrar aos governos e sociedade que é possível realizar ações preventivas em benefício da Chapada. “Produzir chuvas artificiais localizadas sobre o Parque pode ser feito e irá auxiliar a manter o solo úmido por mais tempo minimizando as chances de ocorrer incêndios”, explica Majory Imai, representante da Modclima.

No dia 21, o avião da Modclima sobrevoou o Parque e semeou as nuvens com água potável. O processo provocou a precipitação de chuvas sobre a área, trazendo esperança para toda a região onde já começou o período de estiagem.

Em março, a equipe da Modclima foi chamada por agricultores da região limítrofe da Bahia e Goiás para produzir chuvas artificiais. Os agricultores corriam o risco de perder toda a safra por causa da severa estiagem na região.

O avião Aztec bi-motor chegou no domingo ao município de Posse, em Goiás, e no mesmo dia provocou as primeiras precipitações. Os resultados animaram os agricultores e a notícia já se espalhou. Agricultores da região de Irecê, na Bahia, acompanharam os trabalhos desenvolvidos na Chapada Diamantina e estudam a possibilidade de contratar a Modclima para produzir chuvas artificiais também em Irecê.

A ModClima é uma empresa brasileira que desenvolveu e patenteou uma tecnologia 100% nacional e limpa para produzir artificialmente chuvas localizadas. A iniciativa serve para ajudar o abastecimento de água, a irrigação, a prevenção de incêndios, entre outros fins.

Fazer chover não é novidade. As primeiras chuvas artificiais foram provocadas nos Estados Unidos no final da década de 30. Mas o grande diferencial da metodologia desenvolvida pela Modclima é que o processo usa água potável, sem agressão alguma ao meio ambiente. Os sistemas utilizados pelo mundo usam substâncias químicas como iodeto de prata ou cloreto de sódio, proibido em alguns países.

A técnica foi testada com sucesso pelos Governos de São Paulo e Santa Catarina. Entre 2001 e 2008, a Modclima trabalhou com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) na produção de chuvas artificiais sobre as represas utilizadas para abastecimento público de água da Grande São Paulo.

No início de 2005, a tecnologia de semeação de nuvens socorreu municípios de Santa Catarina que estavam em estado de emergência devido a estiagem prolongada. Lá a grande preocupação era com o baixo nível dos rios utilizados por pecuaristas e agricultores. Todos os resultados foram acompanhados pelo Ciram – Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia do Estado.

Comentário do leitor

A salvação das águas depende muito das nascentes como se comprova, e Pedro das Nascentes, em Santa Catarina, fez um projeto, que é um modelo, a ser aplicado em todo o Brasil. Em minha opinião, deveriamos formar uma grande reunião de pessoas interessadas neste assunto, e mobilizar, através de uma campanha, para desapropriação (sem ônus) de uma faixa a beira de todos os rios riachos nascentes de água, onde quem explora a área seria obrigado a plantar árvores de crescimento rápido, fruteiras etc, em toda a extensão dos rios, como existia antes da devastação destruidora e que permitia a saúde e a vida da água.

Marco Antonio Badaró – mestrybadahra@gmail.com. Vitória – ES.

Plano para a Bacia do Tocantins

A Plenária do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH) debate na quinta-feira (26), a partir da 8 horas, em reunião extraordinária propostas de resolução que dizem respeito ao Plano Estratégico de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica dos rios Tocantins e Araguaia. O Plano, construído pela Agência Nacional de Água (ANA), tem entre seus objetivos a elaboração de um diagnóstico sobre as potencialidades hídricas e demandas de usos de recursos hídricos da bacia; a definição do plano de investimentos para as ações de recursos hídricos; e a identificação de conflitos entre ações e atividades desenvolvidas pelos setores usuários de água e as medidas necessárias à conservação ambiental, que possibilite a compatibilização e mediação de conflitos.

A elaboração do Plano Estratégico da Bacia Tocantins Araguaia foi iniciada em 2005. A área ocupada pela bacia abrange um território de cerca de 1 milhão de quilômetros quadrados, correspondendo a aproximadamente 11% do território nacional. Ela cobre todo o estado do Tocantins e abrange parte do território dos estados de Goiás, Mato Grosso, Maranhão, Pará e do Distrito Federal.

De acordo com informações da ANA, as usinas hidrelétricas já construídas para aproveitar o potencial da bacia somam mais de 11 mil megawats instalados, o que corresponde a 15,7% da potência instalada no Brasil, conferindo à bacia o segundo lugar entre as bacias brasileiras. Na área em questão, estão localizados a Província Mineral de Carajás e muitos dos principais projetos brasileiros de irrigação, somando mais de 100 mil hectares.

No encontro, os conselheiros vão ainda deliberar sobre fundamentos e diretrizes para a educação, o desenvolvimento de capacidades, a mobilização social e a informação para a Gestão Integrada de Recursos Hídricos. E também sobre a criação de unidades de Gestão de Recursos Hídricos de rios de Domínio da União. A reunião será no Espaço Cultural Sérgio Mota, no térreo do Ministério do Meio Ambiente.

Fonte: MMA.

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