Lisboa é candidata a receber o 9º Congresso Mundial da Água, que se realiza em 2014, tendo como “adversárias” as cidades de Lyon (França), Bruxelas, Geneve (Suíça) e Istambul (Turquia). De dois em dois anos, “uma das associações mais importantes da água a nível internacional”, a International Water Association (IWA), realiza um encontro mundial.
“A nossa luta é que em 2014 o congresso seja em Lisboa”, revelou António Bento Franco, chefe executivo da candidatura ao congresso da IWA. A vitória da candidatura representará para a comunidade técnica e científica portuguesa “uma entrada dentro da IWA de uma forma muito mais forte” e facilitará a possibilidade de “conseguir um conjunto de projetos”, concretizou.
Na “luta” contra as cidades francesa, belga, suíça e turca, Lisboa tem algumas “armas”: “uma capacidade de acolhimento muito boa” e o estar “bem cotada a nível internacional” no que toca a infraestruturas para a realização de congressos.
A proposta portuguesa aponta a Parque Expo e a FIL como espaços para realizar o encontro, que normalmente conta com cerca de quatro mil participantes. Portugal apresenta-se como um país com “bom relacionamento quer com os países africanos de língua portuguesa quer com os nossos amigos espanhóis”, sublinhou ainda.
“Esta conjuntura faz com que Lisboa seja uma porta de abertura para a África e a América Latina, que é do interesse da IWA”, disse, admitindo que o “adversário” mais temido é a cidade turca: “Istambul também tem muita força porque é uma porta para o Oriente, enquanto nós somos uma porta para o ocidente”. “Penso que temos fortes possibilidades para irmos os dois à final”, ironizou António Bento Franco.
Em janeiro, a Comissão Nacional da Associação Internacional da Água e a EPAL (Empresa Portuguesa das Águas Livres) apresentaram a proposta de candidatura e agora estão à espera que a IWA visite o país e faça sugestões de “melhoria das propostas”. A proposta final deverá ser entregue no final de Maio ou em Junho e o vendedor será conhecido em Setembro, no México.
Diário Digital / Lusa.
Conferência discute pagamento por serviços ambientais

Nos dias 1º a 4 de abril, será realizada, em Cuiabá, MT, a Conferência Mundial Katoomba. O evento reunirá diversos segmentos da sociedade para discutir as experiências e o potencial de aplicação de pagamentos por serviços ambientais. Uma alternativa para manter a floresta e a economia com grande possibilidade de ser aplicada em diversas regiões da Amazônia legal, como no norte e noroeste de Mato Grosso.
O pagamento por serviços que a natureza presta para a manutenção da vida na terra, tais como a retenção de dióxido de carbono e a disponibilidade de água, pode ser um estímulo para manter ou recuperar a floresta amazônica.
“Nesse evento, nós queremos trazer experiências de pagamentos por serviços ambientais para discutir alternativas e espera-se que ao final, possamos alavancar as propostas de pagamentos por esses serviços na Amazônia brasileira, aponta Sérgio Guimarães, coordenador executivo do ICV, Instituto Centro de Vida .
“O pagamento para reduzir a emissão de carbono é a forma encontrada hoje para conservar toda a biodiversidade existente na floresta, no futuro a Floresta Amazônica poderá receber pagamento por outros serviços ambientais como a regulação hídrica que afeta o regime de chuvas na região sudeste do país, por exemplo”, explica João Andrade, do programa de Políticas Públicas do ICV.
A conferência Katoomba é realizada anualmente pelo grupo Katoomba, uma rede internacional de organizações que visa promover o debate e as iniciativas de pagamentos por serviços ambientais. São parceiros na organização do evento o governo do estado do Mato Grosso, Forest Trends, Ipam – Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, ICV, TNC, ISA – Instituto Socioambiental, Woods Hole Research Center e Aliança da Terra.
As inscrições são gratuitas e interessados podem efetuar pré-inscrição no evento através do site:
www.katoombameeting2009.com.br.
Cesan faz campanha por ligação de esgoto
O diretor de Administração e Meio Ambiente da Cesan, Luiz Moulin, passou um dever de casa para todos os estudantes de 15 escolas particulares e públicas de Vila Velha que compareceram à comemoração do Dia Mundial da Água, nas areias da praia de Itapoã. “Vocês devem sensibilizar os pais e mães para fazerem a ligação de suas casas às redes de esgoto construídas pela Cesan. Cada um aqui é um agente ambiental, um protetor da natureza. Assim, contribuiremos para preservar o meio ambiente”, destacou. Ele ainda falou do papel da água no dia-a-dia e lembrou que é preciso cuidar dela como se fosse acabar.
O prefeito de Vila Velha, Neucimar Fraga, propôs que todos imaginassem um dia sem água e ressaltou: “Sem água, o planeta morre. As pessoas têm que poupar já que o tratamento não é fácil e custa muito dinheiro”. Ele também explicou que por meio do tratamento do esgoto é feita a preservação da natureza, devolvendo água limpa para o meio ambiente.
Há também um mini-laboratório e apresentação do Programa Águas Limpas. Vila Velha foi escolhida por ser uma das cidades com o menor número de ligações de esgoto ao sistema na Grande Vitória.
Fonte: Ascom-Cesan.

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