
Segundo o último estudo sigma da Swiss Re, “Catástrofes naturais e desastres causados pelo homem em 2008”, 137 catástrofes naturais e 174 desastres causados pelo homem ocorreram em 2008. A Ásia foi a região que mais sofreu em termos de número de mortos, enquanto os EUA foram os mais atingidos em termos de danos a propriedades seguradas. A Europa foi menos afetada, com perdas de pouca importância em comparação com o ano anterior. As estatísticas confirmam uma tendência de aumento na quantidade e nos custos das catástrofes naturais e desastres causados pelo homem.
Nos EUA, o elevado número de sinistros relacionados a catástrofes foi ocasionado pelos furacões Ike e Gustav, bem como por tempestades no primeiro semestre de 2008. As perdas na Europa, inferiores às do ano anterior, representaram pouco mais de um décimo do total mundial em 2008, em grande parte devido à redução nos danos por tempestades e inundações. No início de 2008, a China sofreu perdas superiores a US$ 1,3 bilhões, ocasionadas por um inverno excepcionalmente rigoroso, com volume sem precedentes de gelo e neve.
Em 2008, os principais desastres causados pelo homem geraram perdas de US$ 7,8 bilhões, encabeçadas por grandes incêndios em indústrias, explosões e perdas no setor de energia. Os desastres causados pelo homem provocaram 5.600 mortes em 2008, a maioria delas causada por acidentes de transporte e navegação, bem como por bombas e agitações sociais. Os danos para a economia totalizaram US$ 269 bilhões em todo o mundo. Quase a metade desse valor pode ser atribuído ao terremoto que atingiu a China em maio, causando para a economia um custo de US$ 124 bilhões, cerca de 3% do PIB do país.
ClassificaçãoPerdas seguradas (milhões de US$)Data (início)EventoPaís120.00006/08/2008Furacão Ike ( ventos 195 km/h) inundaçõesEUA, Caribe24,00026/08/2008Furacão Gustav ( ventos 240 km/h), inundaçõesEUA, Caribe31.32522/05/2008tornados, tempestades, granizoEUA41.32129/02/2008Nevasca EmmaAlemanha, Áustria, República Tcheca e outros5.130010/01/2008Tempestades de neve, chuva congelanteChina
Fonte: Swiss Re.
Comentário do leitor
Registro o meu espanto com essas notícias. E dentro de minhas limitações vejo um desmatamento feroz, e contínuo da floresta, onde se usa maquinário pesado e barulhento além de volumoso. E parece que as autoridades que deveriam estar penalizando fortemente o crime ambiental, não enxergam nada/não escutam nada/e são mudas…E para isto não utilizam os meios de comunicação. E o povo do local parece aplaudir o fim da maior área florestal do planeta, que beneficia meia dúzia de mercenários, que jogam no mercado milhares de metros cúbicos de madeira comercializada a baixíssimos preços e o altíssimo custo das consequências e desastres climáticos que já acontecem e também sangram os cofres do governo, que tem que acudir as zonas arrasadas por temporais/falta de chuva, etc.
Marco Antonio Badaró – mestrybadahra@gmail.com. Vitória – ES.
Perdas em vidas humanas
Evento: Ciclone tropical Nargis, ventos de até 200 km/h.
País: Myanmar (Burma)
Classificação: 1
Vítimas (mortos e desaparecidos): 138.373
Data (início):02/05/2008
Evento: Terremoto (MW 7,9); abalos secundários.
País: China.
Classificação: 2
Vítimas (mortos e desaparecidos): 87.449
Data (início): 12/05/2008
Estiagem na Amazônia vira artigo na Science
A revista Science de março publica artigo sobre a reação da floresta amazônica a longos períodos de estiagem. Pesquisa observou os efeitos da seca severa que a região da Amazônia sofreu em 2005, levando à morte um grande número de árvores.
Os autores, entre os quais o diretor do Serviço Florestal Brasileiro, Natalino Silva, concluíram que secas prolongadas na região amazônica são extremamente perigosas para o equilíbrio ecológico da floresta, causando desequilíbrio no balanço de carbono.
“A floresta deixa de ser um sumidouro e passa a emitir mais dióxido de carbono do que captura”, afirma Natalino Silva, doutor pela Universidade de Oxford, Inglaterra, em Ciências Florestais. O carbono é principal gás responsável pelo aquecimento global.
Natalino participou da pesquisa, fornecendo dados coletados em áreas de florestas intactas, no estado do Pará. Esses dados foram enviados para a rede internacional de pesquisa e monitoramento de florestas tropicais (Rainfor).
Leave a Reply