
Machnig:
“A única saída para atingir
as metas ambientais é o início
de uma terceira revolução industrial
que garanta a redução drástica
do consumo energético
nos próximos anos”,
“Economia e ecologia são duas áreas que nunca estiveram tão próximas como nos dias atuais. Apesar da crise nos mercados financeiros, países de todo o mundo jamais observaram um crescimento econômico tão grande como nos últimos 20 anos, acompanhado por um aumento dramático da população mundial, que chegou a mais de 6 bilhões de pessoas.”
As palavras do secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente da Alemanha, Matthias Machnig, ditas durante o Congresso Ecogerma 2009, refletiram a urgência atribuída por cientistas, gestores públicos e empresários à busca de tecnologias e soluções sustentáveis para a redução dos efeitos das mudanças climáticas no mundo.
O evento, que ocorreu em São Paulo, foi promovido pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha. Segundo Machnig, os problemas do mundo contemporâneo convergem para o fato de que a maior parte da população vive em sociedades industrializadas, consumindo altas quantidades de energia de diferentes fontes e esgotando os recursos do solo usado para a produção de alimentos.
“Tudo indica que, depois que a crise passar, o crescimento populacional e econômico mundial continuará. Isso nos faz concluir que a ecologia será a economia do século 21. As tecnologias verdes serão um dos maiores impulsionadores da recuperação econômica dos próximos anos”, disse na conferência Greening the economy: inovação como chave para o desenvolvimento sustentável.
Nesse cenário, Machnig estima que os serviços ecológicos estarão cada vez mais próximos da economia. As emissões anuais de dióxido de carbono, segundo citou, chegaram ao patamar dos 28 bilhões de toneladas e estimativas indicam que, em 2050, serão pelo menos 60 bilhões de toneladas emitidas na atmosfera.
“Uma das metas necessárias para a estabilização climática é a redução de 50% das emissões globais até 2050, mesmo sabendo que até lá a população mundial será maior e, provavelmente, teremos mais indústrias. Por isso, também estamos convencido de que a única saída para atingir as metas ambientais é o início de uma terceira revolução industrial que garanta a redução drástica do consumo energético nos próximos anos”, disse.
Para Machnig, essa terceira revolução industrial deveria ser subsidiada, em um primeiro momento, pelo investimento maciço em novas tecnologias para redução das emissões de gases poluentes, acompanhada pela aceleração dos esforços mundiais em pesquisa e desenvolvimento para a identificação de inovações na área.
“Dispositivos inteligentes em veículos e edificações, por exemplo, devem não apenas consumir menos energia em curto prazo como também promover a redução das emissões dos gases. As empresas precisam aumentar a competitividade sendo mais amigáveis com o meio ambiente”, alertou.
“Mas essa terceira revolução industrial também só será viável se as empresas conseguirem garantir os empregos, evitando transformar as soluções na área energética em novos problemas sociais. Sairão na frente as empresas que conseguirem ver oportunidades de negócio nessas mudanças de paradigmas ambientais, econômicos e de emprego”, indicou.
Thiago Romero – Agência FAPESP.
Regata no Dia Mundial da Água
Uma regata na Lagoa da Conceição, em Florianópolis (SC), reunirá mais de 50 barcos que trarão dicas de como economizar água num evento que acontecerá nos dias 21 e 22 de março. Neste domingo (22/3), comemora-se o Dia Mundial da Água e a intenção dos organizadores é aproveitar esta data para uma ação que motive a população de Florianópolis e do sul do país a economizar água, tendo como gancho também o campeonato mundial da Fifa de 2014, que será realizada no Brasil e terá como tema o meio ambiente. “Esta é uma excelente oportunidade para os catarinenses lembrarem que os esportes, tanto os náuticos como esta regata, e o futebol com a Copa 2014, são ótimos painéis para melhorar o nível de consciência ambiental de todos, especialmente numa questão tão importante como a da água”, diz Adão dos Santos, vice-presidente do Sinaenco SC (Sindicato da Arquitetura e da Engenharia).
O evento está sendo organizado pelo Sinaenco, H2C e Associação Catarinense de Windsurf. “O Brasil tem uma grande oportunidade de, com a realização da Copa 2014, melhorar seus índices de consumo de água, que estão muito acima dos preconizados pela ONU, adotando práticas sustentáveis em relação ao consumo”, afirma Paulo Costa, diretor da consultoria especializada H2C.
Já o arquiteto Vicente de Castro Mello aproveita o evento para lançar uma campanha intitulada “Copa verde”, que também remete à preocupação ambiental em relação aos recursos naturais – entre eles a água – e à produção de resíduos, itens que podem ser sensivelmente melhorados com campanhas educativas, que motivem a população a utilizar os recursos naturais de forma racional e a adotar posturas ambientalmente corretas, como a reciclagem do lixo doméstico, por exemplo. “Este evento é um palco excelente para lançar a campanha, pois aliar um esporte praticado na água é a melhor maneira de lembrar às pessoas que este é um recurso finito, e que precisa ser poupado”, diz Castro Mello.
Ciência na Praça
Os bugios também são vítimas da febre amarela. Com este tema central, o Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do RS estará no Parque Farroupilha, em Porto Alegre, no próximo dia 22 – domingo, levando mais uma edição do Projeto Ciência na Praça.
O Projeto também estará divulgando o Aedes aegypti, vetor do vírus da dengue, e um kit paleontológico, material didático que está sendo disponibilizado, sob forma de empréstimo, para as escolas trabalharem com a fauna fóssil do Estado.
O Dia Mundial da Água, comemorado nesta mesma data, será lembrado através de uma representação da quantidade de água no planeta, e com as cianobactérias, responsável pela floração das águas, fenômeno muito freqüente no verão no Lago Guaíba.
As mudanças climáticas, causas e conseqüências, complementam a mostra.
O Projeto Ciência na Praça tem por objetivo a democratização e popularização do conhecimento científico, divulgando à sociedade as pesquisas realizadas no Museu de Ciências Naturais/FZB-RS.

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