
A região Sul vai sofrer com mais freqüência a incidência de raios ultravioletas e com alterações climáticas extremas. Isso significa que podem se repetir fenômenos como o registrado nos primeiros dias de março de 2009 quando algumas capitais brasileiras, entre elas Curitiba, registraram níveis extremos de radiação ultravioleta. Curitiba registrou 11 pontos numa escala que vai de 1 a 14.
O alerta é do professor de Ecologia e Conservação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Mauricio Savi. Segundo ele, esse fenômeno tem influência direta do aquecimento global e da situação climática da Amazônia e Antártica. “O clima da região Sul está relacionado diretamente com a massa de ar da Amazônia e as frentes frias da Antártica. Se algo acontece nessas regiões, o Sul sofre o impacto com a mesma intensidade”, afirmou.
Savi disse que a perda das florestas, a falta de umidade e o excesso de barragens hidrográficas impedem que o clima tenha situações amenas e registre situações extremas como excesso de calor, de chuvas ou de seca. “O termostato da regulagem está quebrado. Não temos mais amenidades”, comparou o professor, alertando que os próximos meses devem registrar estiagens intensas.
Para amenizar a situação, Savi afirmou que medidas paliativas devem ser tomadas rapidamente pelos governos e população como a ampliação da cobertura vegetal, que hoje no Paraná oscila entre 5% e 8%, e a redução do consumo de água e utilização dos rios para construção de barragens. “Em todo o Paraná, temos apenas um rio que não possui barragem, é o Floriano, que nasce e morre no Parque Nacional do Iguaçu”, disse.
Maior incidência de raios ultravioletas também pode provocar insolação, desidratação e queimaduras, sobretudo nas pessoas mais velhas e crianças. O calor intenso provoca a queda na pressão arterial de maneira rápida e a perda de líquido e nutrientes, importantes para o bom funcionamento do organismo, segundo o chefe do Serviço de Dermatologia da Santa Casa de Misericórdia, Luiz Carlos Pereira.
8o. Fórum das Águas MG
Já estão abertas as inscrições para os minicursos do 8º Fórum das Águas de Minas Gerais, que acontecerá em Belo Horizonte de 23 a 27 de março. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo e-mail:
forumdasaguas@meioambiente.
mg.gov.br
Serão oferecidos cinco minicursos voltados para o gerenciamento de recursos hídricos ao longo dos dias 23, 24 e 25, com vagas limitadas.
O curso Integração da Gestão de Recursos Hídricos com a Gestão de Meio Ambiente acontecerá no dia 23, às 14h. No dia 24, estão programados os cursos Utilização Prática das Informações do Monitoramento da Qualidade das Águas; Elaboração de Termos de Referência de Planos Diretores de Recursos Hídricos de Bacias Hidrográficas e Instrumentos Autorizativos Ambientais: Licenciamento Ambiental, Documento Autorizativo para Intervenção Ambiental e Outorga de Direito do Uso da Água, todos de 8h às 18h.
Nos dias 24 e 25 acontecerá o curso Elaboração de Projetos Ambientais para Captação de Recursos do Fhidro – Atualizações e Possibilidades, com carga horária de 16 horas.
Além dos minicursos, a programação do Fórum das Águas, em Belo Horizonte, irá oferecer debates, encontros ambientais e atividades culturais e educativas em diferentes espaços da capital mineira. As atividades são abertas ao público e a programação completa estará disponível no site do Instituto Mineiro de Gestão das Águas www.igam.mg.gov.br a partir do dia 09 de março.
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