
Dois de fevereiro é o Dia Mundial das Áreas Úmidas. Neste ano, o tema central das comemorações enfatiza a necessidade de ver as áreas úmidas como um todo, reforçando a conexão que existe entre as partes altas e baixas dos rios que formam esses sistemas.
A data é comemorada todo ano no aniversário de assinatura da convenção de Ramsar (Irã), firmada em 1971 com o objetivo de promover ações nacionais e internacionais para a conservação e o uso sustentável das áreas úmidas e de seus recursos naturais.
Áreas úmidas são complexos ecossistemas localizados em uma zona de transição entre os ecossistemas aquáticos e, por isso, possuem uma das maiores biodiversidades do Planeta.
No âmbito da Convenção de Zonas Úmidas de Importância Internacional, porém, incluem-se desde áreas continentais, como as marinhas e costeiras até as artificiais. Alguns exemplos são os lagos, manguezais, pântanos e também áreas irrigadas para agricultura, reservatórios de hidrelétricas, entre outros. Ao todo, são classificados 42 diferentes tipos de zonas úmidas por esse tratado internacional.
O Brasil abriga a maior área úmida continental do planeta – o Pantanal, que abrange parte dos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e estende-se pela Bolívia e Paraguai. O regime de inundações é responsável pela renovação da fauna e flora do Pantanal, uma das mais ricas do mundo. Sem esse ciclo, toda a biodiversidade do bioma fica ameaçada.
As ameaças
As represas de Itaipu e de Yaciretá juntas destruíram 44% da área de reprodução – em grande parte áreas úmidas – dos surubis, os maiores peixes do Rio Paraná. Como os surubis migram grandes distancias o impacto se faz sentir centenas de quilômetros a jusante, com uma grande defecção destes peixes.
As represas que se constroem na alta bacia do rio Uruguai ou na bacia do rio Iguaçu mudam os caudais e os pulsos hídricos destes rios afetando a vida das áreas úmidas e de populações que estão muitos quilômetros águas abaixo.
Segundo alguns especialistas, as mais importantes ameaças às bacias hídricas e às áreas úmidas, pelo impacto que causam, são as seis seguintes:
– as represas e a infraestrutura,
– a extração excessiva de água,
– as mudanças climáticas
– as espécies invasoras
– a pesca excessiva
– e a contaminação
segundo a Convenção de Ramsar.
Outra dimensão que deve ser levada em conta é aumentar a sensibilização de todas as pessoas a respeito de suas bacias hidrográficas.
Fontes: WWF-Brasil e Ramsar.
Evento sobre áreas degradadas
A Sobrade – Sociedade Brasileira de Recuperação de Áreas Degradadas, em parceria com a FUPEF/UFPR – Fundação de Pesquisas Florestais do Paraná, realizará o seminário “Medidas Preventivas, Corretivas e de Recuperação Ambiental em Deslizamentos de Encostas e Assoreamentos”. O evento acontecerá nos próximos dias 18 e 19 de fevereiro, na UNIVALI – Campus Itajaí – Santa Catarina. Mais informações podem ser obtidas no site: www.sobrade.com.br.
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