Em encontro com a diretoria da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (ABCON), o secretário Nacional do Saneamento Ambiental, Leodegar Tiscoski, informou que o governo federal está revendo a minuta proposta para o decreto de regulamentação da Lei Federal 11.445/07, que recebeu muitas críticas das entidades representantes do setor, e garantiu que o novo texto não modificará a Lei do Saneamento.
“O secretário nos garantiu que a nova proposta de regulamentação em que o governo federal está trabalhando não interfere no teor da Lei do Saneamento”, disse Yves Besse, presidente da Abcon. “Isso nos dá a tranqüilidade necessária para continuar investindo no setor”.
Outra preocupação levada a Leodegar Tiscoski é a falta de informação sobre a nova conjuntura legal do saneamento brasileiro por parte de prefeitos, conselheiros dos tribunais de contas, magistrados e do Ministério Público. Segundo o secretário, essa também é a percepção do governo federal. Assim, foi acordada a realização de um seminário nacional para esclarecimento desse público (em especial dos administradores públicos que serão eleitos este ano) sobre o conjunto de dispositivos legais disponíveis para enfrentar as mudanças impostas pelo novo marco regulatório do setor e os desafios para universalizar o serviço a toda a população brasileira.
Os brasileiros e a crise ambiental
A Market Analysis, instituto de pesquisa e opinião pública, apresenta os resultados do estudo “Os Brasileiros Diante das Mudanças Climáticas – Imaginando o Impacto do Aquecimento Global”. Nele, constatou-se que as pessoas sentem-se mais alarmadas do que informadas, enquanto o discernimento entre o que pode e deve ser feito está sujeito a ambigüidades e dúvidas Para se chegar a esta conclusão, foi analisada a visão da população diante do quadro de conseqüências cotidianas, propondo reflexão sobre a percepção do fenômeno ambiental e a capacidade de mudar esta situação.
A inquietação sobre os prováveis efeitos negativos derivados do aquecimento global fica clara quando se expõem questões como problemas de saúde humana, secas e escassez de recursos como água potável, perda de flora e fauna com a extinção de várias espécies, aumento do nível do mar e padrões climáticos extremos.
Além de apontar para a combinação de alguns destes pontos ou de todos eles juntos, o mais temido e esperado pelo brasileiro é a seca com a escassez de água (23%), seguido pela extinção de espécies (16%) e um clima cada vez mais radical (14%).
No Brasil, 40% das pessoas sentem-se suficientemente competentes para realizar mudanças pessoais que ajudem a alterar a desordem ambiental. Porém, ao focar naqueles que exibem fortes percepções sobre o assunto, a incidência atinge apenas 16,1%, considerados como a minoria consciente e efetivamente mobilizada. Este grupo se diferencia dos demais pelo maior nível de informação sobre o aquecimento global, e por seu alinhamento favorável com as ações de ONGs, especialmente se ambientais ou filantrópicas.
Mais detalhes
Veja no arquivo abaixo mais detalhes da pesquisa.
Opinião do Leitor
Diante do exposto no texto “Os brasileiros e a crise ambiental” é nítida a preocupação das pessoas, no entanto, a população brasileira se mantém informada pela mídia televisiva e o que se pode concluir, claro que não são todas as matérias, é que elas são produzidas mais para alarmar do que orientar e estimular um debate consistente.
O número de envolvidos com as causas ambientais tem aumentado e isso é um bom sinal, mas todo cuidado é pouco quando uma minoria detém os diagnósticos ambientais e limita ou distorce os dados, visando privilegiar a aquisição de benefícios próprios.
Contudo, acho que estamos no caminho certo. A mudança de hábitos sociais é lenta e este é apenas o começo. Não podemos é nos acomodar e imaginar que os fatos irão ser resolvidos ao longo do tempo, pois este é curto e exige ações imediatas.
Robson Fontes Loures.
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