Cobrança pelo uso dos recursos hídricos deve gerar R$ 27 milhões

A Agência Nacional de Águas (ANA) espera arrecadar R$ 27,4 milhões nas bacias do rio Paraíba do Sul e dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) ao longo de 2008. O montante será proveniente da cobrança pelo uso da água de 347 usuários. O dinheiro arrecadado será totalmente transferido para as agências de água das bacias de origem para investimentos em ações de recuperação dos rios, conforme decisão dos respectivos comitês.

O valor estimado para este ano supera o de 2007, quando ficou em torno de R$ 22 milhões. Só na bacia PCJ devem ser arrecadados R$ 17,7 milhões – os quais serão cobrados de 97 usuários de recursos hídricos: 50 da indústria; 24 de saneamento, 14 de irrigação, entre outros. Já a bacia do Paraíba do Sul conta com 250 usuários sujeitos à cobrança: são 84 da indústria; 74 de saneamento; 44 de mineração; 32 de irrigação etc. Estima-se que, juntos, eles contribuirão com R$ 9,7 milhõ es.

A ANA já começou a enviar os boletos referentes ao período de janeiro a março. Em abril, serão enviadas as guias para o restante do ano, cujos valores poderão ser alterados em função de retificações de usos, de ajustes referentes a diferenças entre as vazões medidas previstas e realizadas de fato em 2007, e de pagamento por mecanismos diferenciados.

Fonte: ANA.

Mais de 140 milhões bebem água com arsênico

Cerca de 140 milhões de pessoas, principalmente dos países em vias de desenvolvimento, estão sendo envenenadas lentamente com arsênico diluído na água que bebem. A informação foi dada por um grupo de cientistas que participou da conferência anual da Sociedade Geográfica Real, na Inglaterra.

No sul e leste da Ásia se registram mais da metade dos envenenamentos conhecidos no mundo. O consumo de arsênico aumenta as probabilidades de incidência de determinados tipos de câncer, incluídos os tumores pulmonares, na bexiga e de pele, além de problemas respiratórios. Alguns destes efeitos aparecem muito tempo depois da primeira exposição à substância química.

Os primeiros indícios de que a água contaminada com arsênico podia representar um perigo para a saúde aconteceram na década de 1980, com a documentação de comunidades envenenadas em Bangladesh e no estado indiano de Bengala Oeste.

Para evitar a ingestão de águas superficiais, que muitas vezes estão contaminadas com bactérias que provocam diarréia e outras enfermidades, algumas agências de assistência humanitária promoveram a abertura de poços, sem suspeitar que a água subterrânea pode fluir com altos níveis de arsênico.

Fonte: BBC Mundo.com.

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