Saneamento tem que ser prioridade no mundo

Bogotá, Colômbia, novembro 15 de 2007 (Prensa Verde).

“Os temas da água e esgoto são uma prioridade na Colômbia e devem ser no mundo” declarou o ministro de Ambiente e Vivienda da Colômbia, Juan Lozano Ramírez, durante a instalação da Nona Sessão da Junta Assessora da Secretaria Geral da ONU sobre Água e Saneamento.

O titular do Ministério de Ambiente y Vivienda disse que esta é uma grande oportunidade para poder honrar o compromisso assumido por todos para garantir um mundo melhor no que se refere ao acesso à água tratada e saneamento.

A Nona Sessão da Junta foi presidida por sua Alteza Real o Príncipe William Alexander, da Holanda, que ressaltou a importância do tema de saneamento e água potável dentro dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e a luta contra a pobreza.

O evento, um Diálogo Interamericano de Saneamento teve a participação de 15 Ministros de América Latina. A Junta Assessora da Secretaria Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Água e Saneamento é formada por 20 representantes de todos os continentes do mundo.

Na reunião participaram também representantes da Agência de Cooperação Alemã GTZ e do Banco Interamericano de Desenvolvimento, entre outros organismos que tratam destes temas.

Nesta semana, o ministro de Ambiente, Vivienda e Desarrollo Territorial da Colômbia, Juan Lozano Ramírez, havia feito um chamado à indústria do carvão para que seja mais responsável com o meio ambiente.

“Eu reitero um chamado à indústria do carvão para que cumpra com as regras. Nós estamos exigentes em uma política pública de responsabilidade ambiental na indústria do carvão para que em todas as circunstâncias tenha respeito à preservação do meio ambiente”, manifestou.

O titular da área Ambiental insistiu em que foi tomada uma decisão muito clara quanto ao problema da Ilha de Barú, em Cartagena, e no que se refere à responsabilidade da indústria do carvão e que a decisão não será revista. Ele se referia à negativa de instalação de um atracadouro na baia em frente a Cartagena, um dos principais destinos turísticos do país e patrimônio histórico da humanidade, “Não vamos a afrouxar um milímetro na exigência das responsabilidades ambientais, no cumprimento da normatividade ambiental”, disse.

Destacou que assim como disse o Presidente da República estão mantidas todas as normas das novas exigências para a indústria do carvão: carregamento direto, revisão do manejo de transporte, revisão das rotinas, hidratação do carvão quando o transporte é feito por mulas, quando é descarregado e recarregado.

Paraná dá exemplo no cuidado com a água

Em 2007, o programa Cultivando Água Boa, desenvolvido no Paraná, atingiu a marca de 253 quilômetros de estradas rurais readequadas desde o início do programa, em 2003.

Essa readequação não significa apenas tornar a via mais transitável. A instalação de passadores (uma espécie de quebra-molas ampliado) evita que a água da chuva corra no sentido da estrada. E o caimento nas laterais faz com que toda a água vá para a lavoura. Quando as estradas não estão adequadas e chove, além da erosão do solo, os rios ficam cheios de terra e de defensivos agrícolas.

Para proteger o curso dos rios, a programa promove a recomposição da mata ciliar e a construção de cercas de proteção, para que o gado não avance até as margens.

De 2003 a 2007 foram plantados 2 milhões de árvores e construídos 400 quilômetros de cercas (40% apenas neste ano). As ações voltadas à produção rural passam ainda pela assistência técnica gratuita para a conservação de solos (2.880 hectares até o momento), a instalação de abastecedouros comunitários (58 desde o início do programa, dos quais uma parte foi adotada para o abastecimento público), e a correta destinação de 443 toneladas de embalagens de agrotóxicos”.

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