Aprender brincado

Nada melhor do que ministrar lições sobre água à beira do Lago Guaíba, em Porto Alegre, um esplêndido manancial que oferece um lindo pôr-do-sol mas não pode ser usufruído como balneário pela população da capital gaúcha. E até mesmo como fonte de abastecimento o Lago Guaíba tem deixado a desejar por causa do odor e gosto de “algas” que deixa na água, apesar dos esforços dos técnicos e da direção do Departamento Muncipal de Água e Esgoto (DMAE).

Pois é ao lado da Usina do Gasômetro que está a exposição Água para Todos, Água para a Vida, promovida pela WWF, com apoio de diversas outras entidades, inclusive o Ibeasa e a Aguaonline. E as “lições” estão por toda a parte. Ora no bate-papo do pessoal da TV do “Asseio Público” cujo cinegrafista está devidamente uniformizado com restos de lixo que todos os dias vão parar no Lago Guaíba. Seja na observação atenta das duas maquetes que comparam uma cidade caótica – com degradação de morros e margens de rios, lixões e poluição – e uma cidade bem planejada. Esta última com mata ciliar bem preservada, áreas úmidas respeitadas e um rio bem limpo.

E a criançada faz questão de repetir logo em seguida que o aprendizado vem de longe. Como a turma da Escola Alberto Pasqualini, de Esteio, que explicou com muita paciência para os adultos que ali se encontravam que a mata ciliar serve para proteger os rios “como os cílios que protegem os olhos”, como disse, muito séria, Magda, que junto com Camila, Caroline, Bruno, Marlon, Suelene e Andressa formava um grupo de ativos participantes da visita. “É por isso que se chama mata ciliar” completou outro colega. Eles explicam que a Escola está situada entre os Arroios Esteio e Sapucaia e que isto lhes permite ver no seu dia-a-dia os danos causados pela má gestão e pela falaa de disposição adequada do lixo e dos esgotos.

Para essas crianças a exposição é mais uma etapa no aprendizado que vêm fazendo sobre as questões relacionadas aos recursos hídricos. Elas contam que realizam várias atividades, como limpeza das margens dos rios que integram a Bacia do Rio dos Sinos, visitas às nascentes dos rios formadores da bacia hidrográfica e conversas com os moradores para explicar a importância da preservação dos mananciais.

E destacam que o que mais chama a atenção na exposição é essa característica de ensinar com brincadeiras e jogos e comentam, felizes, que sua equipe foi a vencedora na maratona de perguntas e respostas que é feita em um dos espaços da exposição.

Os mais pequenos também podem aproveitar o passeio. Para eles a novidade está nos olhos vendados para entrar em um dos espaços do caminhão, sentar em uma almofada em formato de bichinho, tentar adivinhar qual é e ouvir histórias e lendas sobre a água. Depois tem um filminho e os jogos e brincadeiras.

O mesmo roteiro também encanta os adultos para os quais nunca é demais relembrar as aulas de Geografia, confrontar as maquetes e refletir sobre a incoerência que são as cidades brasileiras que literalmente sufocam seus mananciais e que com freqüência cada vez mais intensa presenciam tragédias causadas por enchentes, inundações e deslizamentos de encostas.

A exposição é um esforço da WWF para levar à população, e especialmente às crianças, a informação essencial sobre a gestão das águas. Segundo o coordenador do Projeto, Samuel Barreto, a entidade reconhece que ainda uma grande parte da populaçõa brasileira que desconhece o tema da gestão dos recursos hídricos. “Os levantamentos que temos feitos comprovam que a maioria ainda ignora o que seja gestão, qual o trabalho dos comitês de bacias e que leis protegem nossos mananciais” diz Barreto.

Reflexões e Dicas

Uma outra etapa desta visita da exposição ao Rio Grande do Sul será o lançamento da publicação Reflexões e Dicas – para acompanhar a implementação dos sistemas de gestão de recursos hídricos no Brasil. A apresentação do livros aos comitês de bacia do Rio Grande do Sul será no dia 02/02, às 19horas, na Usina do Gasômetro, em Porto Alegre.

A publicação é baseada em um debate promovido pelo WWF-Brasil e Fórum Nacional de Comitês de Bacias

Hidrográficas. Foi realizada e revisada por Ana Cristina Mascarenhas, Ângelo Lima, Donizete Tokarski, Flávia Gomes de Barros, Francisco Carlos Bezerra e Silva, Isidoro Zorzi, João Lúcio Farias, Jussara Carvalho, Luiz Antônio Timm Grassi, Luiz Firmino, Luiz Roberto Moretti, Maria

Lúcia Coelho Silva, Michael Becker, Paulo Renato Paim, Regina Greco, Rosa Maria Mancini, Rosana Garjulli, Samuel Barreto e Viviane Nabinger.

Sumário

CAPÍTULO 1

Alguns Fatos na Trajetória da Participação da Sociedade na Gestão dos Recursos Hídricos

CAPÍTULO 2

As Dificuldades Encontradas

CAPÍTULO 3

Aspectos a Monitorar e Recomendações

CAPÍTULO 4

Possíveis Indicadores a Serem Utilizados no Monitoramento dos Sistemas

Segundo a introdução do livro que está sendo disponibilizado, através de download a partir do site do WWF – www.wwf.org.br, a idéia da publicação surgiu de um dúvida que tem preocupado a “gente das águas”: o que tem dificultado os sistemas de gestão dos recursos hídricos na sua efetiva implementação?.

“As respostas convergiram para três agrupamentos assemelhados: questões de natureza conceitual, aspectos institucionais e questões de ordem operacional, todas permeadas por uma demanda maior e transversal, a vontade efetiva de fazer com que os sistemas funcionem.

O grupo subdividiu-se e aprofundou cada um dos eixos onde haviam sido agrupadas as questões para, neste momento, analisar em detalhes as causas e entraves, e recomendar ações, identificando aspectos a serem monitorados diante de cada uma delas. No terceiro momento, bem mais difícil, foram identificados possíveis indicadores para auxiliar nesse monitoramento. Foi difícil, porque envolvia não apenas diferenças conceituais sobre esta ferramenta, mas, principalmente, pelas dúvidas quanto à sua efetiva utilidade. Finalmente, os indicadores foram propostos. Com a recomendação explícita de que deveriam ser tratados como um ponto de partida a ser utilizado por todos os entes na busca de sua validação, aperfeiçoamento e efetiva utilização”.

Dia da Terra

A Timberland do Brasil participou, no último dia 20 de abril, de ação global da marca dentro do programa “Dia da Terra”, que este ano envolveu 26 países e 7.000 voluntários em 140 eventos.

O tema do programa “Dia da Terra 2006” foi a Água, um dos mais importantes recursos naturais do planeta.

Os projetos desenvolvidos para o “Dia da Terra 2006” têm como objetivo contribuir para a restauração dos habitats que filtram e armazenam água doce nas comunidades onde a Timberland está instalada em todo o mundo.

No Brasil, a Timberland, em parceria com o Instituto Alpargatas e com o IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, realizou o “Projeto Arvorar”, que destacou o plantio de mudas de árvores nativas no entorno do reservatório de Atibainha, na cidade de Nazaré Paulista (SP). A ação, que contou com a participação direta de vários voluntários – inclusive funcionários e parceiros da Timberland brasileira -, incluiu também a construção de um viveiro de mudas nativas da Mata Atlântica com capacidade para armazenar 70.000 mudas, que poderão restaurar cerca de 10 hectares/ano, equivalente a 10 campos de futebol.

Encontro de polícias ambientais

O Comandante do Comando Ambiental da Brigada Militar promove, na 2ª edição da FIEMA, de 3 a 6 de maio de 2006, das 12 às 19 horas, no Parque de Eventos, em Bento Gonçalves – RS, o I Encontro Nacional entre Comandantes das Polícias Ambientais do Brasil.

A feira reunirá mais de 200 expositores, apresentando soluções para tratamento de efluentes, redução e reaproveitamento de resíduos, tecnologias ecológicas voltadas à agricultura, pecuária e saneamento básico, e soluções para problemas ambientais relativos à produção industrial.

Além da feira estará acontecendo o Workshop de Sistemas de Gestão Ambiental e a Rodada Internacional de Negócios onde a participação de integrantes da Brigada Militar será franqueada através de convênio firmado entre o CABM e a FIEMA.

Mais informações:

FIEMA – www.fiema.com.br ou 55 54 3452 9776.

Comando Ambiental da Brigada Militar – com Maj Marcelo Verlindo e ou Sd Fen Wildman pelo Telefone: XX 51 33394568 ou e-mail : cabm-imprensa@brigadamilitar.rs.gov.br.

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