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Cecy Oliveira – direto da Cidade do México
Príncipes, presidentes, ministros e especialistas mundiais se misturam a cidadãos comuns, indígenas e crianças nos corredores do Centro de Convenções Banamex, na Cidade do México cirando uma pequena aldeia global para funcionar durante uma semana tendo como foco principal as discussões em torno de experiências, idéias, sugestões e principalmente as soluções para os problemas graves de falta de acesso à água tratada. César Herrera, secretário-geral do IV Foro Mundial da Água, destacou que: “o evento internacional será uma plataforma de discussão e análise sobre aspectos que requerem a atenção urgente por parte dos governos, autoridades, especialistas, acadêmicos, organizações da sociedade civil”.
Pelo menos 121 ministros confirmaram a participação, além de um representante da Santa Sé e outro do Sultanato de Omán. Até o início das atividades oficiais, no dia 16 de maio, haviam se registrado mais de 13 mil participantes, sendo cerca de 2.000 do próprio México, 391 dos Estados Unidos; 309 da França; 252 do Japão; 180 da Índia, 175 da Holanda. Também estão representados com muitos participantes: Nigéria, Colômbia, Espanha, Canadá e Alemanha.
Na cerimônia de abertura, com direito aos discursos de três príncipes herdeiros (do Marrocos, do Japão e da Holanda) o diretor da Comissão Nacional da Água do México, Cristobal Jaime Jaquez, destacou as várias facetas da presença da água – como o bem-estar, o progresso, a geração de energia – ou o lado negativo, quando falta, como a fome, a doença e a desnutrição. Ele disse que a água é o espelho da conduta do homem – límpido e cristalino ou turvo, conforme preserve ou não os recursos hídricos.
Fatos inaceitáveis

Em seu pronunciamento na cerimônia de abertura o presidente do Conselho Mundial da Água, entidade promotora do IV Fórum, Loic Fauchon, fez referência a fatos inaceitáveis relacionados à água em âmbito mundial. Entre estes, a falta ou má qualidade, que em 2005 causou dez vezes mais mortes do que todas as guerras juntas. Lembrou também milhões de crianças e mulheres que a cada manhã caminham durante várias horas em busca dessa água escassa, distante e que muitas vezes está contaminada.
Entre as causas da situação degradante enfrentada por uma parcela expressiva da população mundial Fauchon citou a demografia não controlada e “suas megacidades tentaculares incontroláveis. É nestes locais mais do que em nenhuma parte do mundo que as aglomerações humanas, a escassez da água, a ausência de esgoto, favorecem a desnutrição, as doenças, a ignorância, a pobreza, as desigualdades de todo o tipo.
As outras causas relacionadas por Fauchon foram: a contaminação crescente, o desmatamento, a degradação do solo, sua salinização. Todas elas ameaçam o equilíbrio e muitas vezes a sobrevivência dos ecossistemas terrestres, fluviais e marinhos. Creditou, também, uma parcela de culpa às mudanças climáticas reconhecendo que o mundo custou muito a compreender sua capacidade de intensificar os extremos com inundações em alguns locais e secas prolongadas em outros.
Ao fazer o apelo para que o homem volte a ser amigo da água disse que ela é um dos fundamentos do patrimônio da humanidade e isto pede vigilância e respeito. “A água exige inteligência e razão, mas antes de tudo requer coração e solidariedade”, declarou. Reafirmou que o direito à água deve ser inscrito em todas as constituições de todos os países. Considerou que os 5% da ajuda pública mundial destinada à água é uma esmola, um erro econômico. E foi enfático: “fuzis e canhões há em demasia no mundo, mas torneiras de água jamais haverá suficientes. Desejamos que o mundo tenha muros de água muito mais do que muros de indiferença e desprezo”.
Tratado de Educação
Refletir, debater e modificar são as palavras-chave do processo de revisão do Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global, que será discutido no dia 4 de abril, antecedendo o V Congresso Ibero-americano de Educação Ambiental, em Joinville (SC).
O Tratado é um documento internacional construído durante o Fórum Global, no Rio de Janeiro (RJ), em 1992 paralelo a Eco 92. Princípios e valores foram compartilhados, um plano de ação foi definido, do qual as organizações que assinaram o tratado comprometeram-se a implementá-lo. Também se definiu um sistema de coordenação, monitoramento e avaliação.
O Tratado inspirou muitas ações: determinou estratégias e programas de ONGs, redes de Educação Ambiental foram criadas e formuladas políticas públicas nos níveis local e nacional. No Brasil, o documento é referência da Rede Brasileira de Educação Ambiental (REBEA) e do Programa Nacional de Educação Ambiental (ProNEA).
O processo de revisão iniciou em novembro de 2005, no site do congresso www.5iberoea.org.br. Educadores e educadoras foram convidados a responder um questionário, onde avaliam e opinam sobre o documento. Moema Viezzer, coordenadora do processo atual e da equipe facilitadora do Tratado na Rio 92, acrescenta: “Chegou a hora de nos perguntarmos: o tratado continua atual? Que ações inspirou e como vamos articulá-lo com as iniciativas previstas para a Década das Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável?”.
As contribuições já realizadas no site de novembro/05 a fevereiro/06 compõem um relatório preliminar que será avaliado no dia 4 de abril. Viezzer adianta que os educadores estão evidenciando uma maior ênfase na implementação do Tratado. Além disso, segundo as respostas, é necessário ampliar as ações com os jovens, os gestores públicos e as instituições de ensino e pesquisa. Até junho, educadores e educadoras podem participar do processo de avaliação através do site.
Estágios no exterior
Agência FAPESP – Está aberta a chamada de propostas para o Programa Novas Fronteiras 2006, da FAPESP. O objetivo do programa é apoiar a realização de estágios de longa duração em centros de excelência no exterior, em áreas de pesquisa ainda não bem implantadas no Estado de São Paulo.
Podem participar pesquisadores que tenham obtido doutorado há não mais de dez anos e com firme vínculo empregatício com instituição de pesquisa do Estado. As inscrições vão de 13 de março a 30 de abril.
O apoio se dará na forma da concessão de bolsas de Pesquisa no Exterior, com duração improrrogável de 12 meses. O valor da bolsa é de US$ 2,1 mil por mês.
“O objetivo é apoiar um estágio pós-doutoral de prazo mais longo que os cinco meses que vêm sendo praticados nas bolsas de Pesquisa no Exterior, criando melhores condições para que o bolsista ganhe a capacidade de trazer novas idéias e novas linhas e áreas de pesquisa”, disse Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP. “A partir desta chamada, o Programa Novas Fronteiras passa também a incluir benefícios adicionais quando o bolsista for acompanhado de familiares.”
Entre os benefícios adicionais estão a concessão de uma passagem aérea para cônjuge ou dependente e seguro-saúde no valor de US$ 50 por mês para até quatro dependentes.
O processo para análise, qualificação e aprovação das propostas recebidas pela FAPESP será realizado por assessores ad-hoc especialmente designados pela diretoria científica da Fundação.
As propostas serão pré-qualificadas e em seguida analisadas em processo competitivo, no qual será avaliado o mérito e a pertinência da proposta, a excelência acadêmica do candidato e o interesse da instituição que receberá o pesquisador.
Os resultados finais serão divulgados no portal da FAPESP (www.fapesp.br) e através de comunicado por e-mail aos interessados.
Para ler a chamada de propostas do Programa Novas Fronteiras 2006, clique no arquivo abaixo
Mais informações sobre o Programa Novas Fronteiras: www.fapesp.br/novasfronteiras.
Vagas
Contratação de serviços pela AGEVAP – Atos convocatórios 006/2006 e 007/2007
Encontram-se disponíveis no site www.ceivap.org.br e na sede da AGEVAP os editais acima citados que tratam, respectivamente, da contratação de “Coordenador Geral do Programa Campanha de Conscientização para o Uso Racional de Águas” e de “Assessoria Jurídica à AGEVAP”.
Contatos e informações: Coordenação Técnica da AGEVAP – Fone: 24-3355.8389. E-mail:executivo@ceivap.org.br
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