Abrelpe apresenta panorama dos resíduos sólidos no país

A ABRELPE – Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais acaba de lançar a edição 2005 do “Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil”, estudo anual sobre o setor que a entidade publica desde 2003. Além de trazer informações consolidadas e tratadas, a partir de dados oriundos de organismos oficiais como o IBGE e Ministério das Cidades e de um conjunto de associações e organizações privadas, o trabalho apresenta resultados inéditos de pesquisas recém-concluídas pela própria ABRELPE.

“O crescimento da participação da iniciativa privada no setor de gestão dos resíduos sólidos urbanos é um dos destaques do documento. Nos últimos dez anos, por exemplo, o número de aterros privados instalados no país vem crescendo consideravelmente, a ponto desses empreendimentos já responderem por cerca de 15% da destinação final de lixo no Brasil”, comenta Eduardo Castagnari, presidente da ABRELPE.

No período em questão, foram implantados 18 aterros privados, dos quais 15 estão localizados no Sudeste (13 no estado de São Paulo e 2 no Espírito Santo), dois no Sul (Rio Grande do Sul e Santa Catarina) e um no Nordeste (Rio Grande do Norte), recebendo em conjunto mais de 23 mil toneladas por dia.

O Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2005 relata ainda que na última década não foram implantados aterros sanitários de porte com recursos do setor público. E duas iniciativas importantes – Salvador (BA) e Nova Iguaçu (RJ ) – somente aconteceram em decorrência de concessões feitas à iniciativa privada, o que viabilizou os recursos financeiros necessários. A participação de empresas privadas, na execução dos serviços públicos de coleta domiciliar de resíduos, já atinge a 66,5% da população brasileira residente em áreas urbanas, isto é, atende a expressiva marca de 95,8 milhões de habitantes.

No Brasil estão em curso atualmente 28 contratos de concessão com prazo médio de 20 anos e comprometendo investimentos no entorno de R$ 3 bilhões, abrangendo a 28,1 milhões de habitantes, o equivalente a cerca de 30% da população total atendida pela iniciativa privada. Aqui predomina a modalidade de concessão completa dos serviços envolvendo limpeza urbana e destinação final dos resíduos (19 contratos). O maior número de concessões ocorre no estado de Santa Catarina (9 municípios) e o porte dos municípios varia entre cerca de dez mil habitantes (Itapoá – SC) e mais de dez milhões de habitantes (São Paulo – SP).

O setor nacional de resíduos sólidos urbanos é responsável por uma receita anual de R$ 5 bilhões, além de gerar 440 mil empregos diretos e recolher, todos os anos, R$ 1,5 bilhão em encargos sociais e trabalhistas, valor acrescido por mais R$ 400 milhões de tributos federais, destaca a pesquisa da ABRELPE.

A íntegra do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2005 está disponível no portal ABRELPE – www.abrelpe.com.br, que acaba de ser reformulado pela entidade.

Fonte: Abrelpe

PMSS divulga diagnóstico 2003

O Programa de Modernização do Setor de Saneamento (PMSS) está divulgando o Diagnóstico do manejo de Resíduos Sólidos Urbanos 2003 contendo informações de 191 municípios , incluindo todas as capitais. os dados corresponde a cerca de 3,4% do total de municípios geradores de resíduos embora em termos populacionais a amostra corresponda a 69.965.420 habitantes, ou cerca de 40% da população brasileira.

Em termos de quantidade o volume processado foi de 10.922.005 toneladas durante o ano de 2003. O material reciclável foi quantificado em: 50.233 toneladas de papel e papelão: 24.545 toneladas de plásticos; 14.593 toneladas de metais diversos; 8.713 frascos de vidro e 15.693 de outros materiais.

Os dados podem ser obtidos na página do PMSS na internet: www.snis.gov.br.

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