Com a ativação da unidade de produção e distribuição de Corumbá 4, diversos pontos de captação de água serão desativados pela Caesb, no Distrito Federal. Um Protocolo de Intenções assinado entre o WWF-Brasil e a Caesb, prevê – entre outras ações – um estudo para transformação destas áreas de proteção de mananciais em unidades de conservação, garantindo a integridade dos corpos d’água. Um estudo do WWF-Brasil – Águas, Cidades e Florestas – demonstra que a criação de áreas protegidas em torno de mananciais garante a proteção da água, além de evitar a ocupação irregular das margens, o assoreamento e a poluição.
“A criação de unidades de conservação nestas áreas ajudará, também, a conter a especulação imobiliária nestas importantes reservas estratégicas de água para o Distrito Federal”, acredita Sérgio Augusto Ribeiro, coordenador da campanha Água para a Vida, Água para Todos.
O protocolo prevê a realização de campanhas pelo uso racional dos recursos hídricos, o monitoramento de nascentes do programa Adote uma Nascente (da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos), ações de educação ambiental, e diversas outras ações em parceria com o WWF-Brasil, no âmbito da campanha Água para a Vida, Água para Todos.
Para Denise Hamú, secretária-geral do WWF-Brasil, as companhias de abastecimento de água têm um enorme potencial de parceria, já que têm um contato direto com o cidadão e podem, portanto, incentivar a adoção, pelo usuário, de boas práticas no uso da água. “Ao assinar o protocolo de intenções, o WWF-Brasil cumpre com um de seus objetivos, contribuindo com instituições públicas ou privadas visando ao atendimento dos múltiplos usos da água e garantindo, ao mesmo tempo, a proteção à biodiversidade aquática”, disse Denise.
O coordenador do Programa Água para a Vida, do WWF-Brasil, Samuel Barreto, acrescentou que a proteção dos recursos hídricos não é responsabilidade apenas das empresas, mas também de governos e organizações não governamentais. “Trabalhar junto às companhias de saneamento é chave”, disse.
Restauração Florestal
A Embrapa Florestas (Colombo-PR) acaba de lançar o livro “Restauração Florestal: Fundamentos e Estudos de Caso”. Contendo vários textos de autoria de profissionais da área florestal e ambiental, a publicação, reúne, em uma só obra, fundamentos técnicos e teóricos, e experiências práticas ou empreendimentos significativos em restauração florestal no Brasil.
Além de capítulos sobre experiências relevantes na restauração da Mata Atlântica e cobertura vegetal em regiões de domínio do Cerrado, o livro inclui artigos sobre a legislação aplicável à restauração de florestas, de autoria do pesquisador Sérgio Ahrens, e os fundamentos para reabilitação de ecossistemas florestais, de Antonio aparecido Carpanezzi.
Para os dois pesquisadores da Embrapa, responsáveis pela edição técnica do livro, Antonio Paulo M. Galvão e Vanderley Porfírio da Silva, a escassez de publicações sobre casos práticos de restauração florestal no país motivou a organização e publicação do livro, visando oferecer uma contribuição efetiva para a preservação ambiental e para o sucesso de projetos de recomposição de reserva legal.
Informações: vendas@cnpf.embrapa.br.
Revista de Saneamento
O Ministério das Cidades, por intermédio do Programa de Modernização do Setor de Saneamento (PMSS), lançou, no dia 25/10, em Guarulhos, a revista Saneamento Para Todos.
O tema da primeira edição é “Guarulhos: uma experiência inédita em gestão de perdas de água”. A publicação aborda o Programa de Controle e Redução de Perdas implantado em 2002 pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), uma autarquia da Prefeitura de Guarulhos. A meta desta experiência é reduzir as perdas e produzir melhorias no sistema de abastecimento de água por meio de uma força-tarefa, a qual atua interna e efetivamente para atingir resultados externos.
Gerenciado pelo Comitê Interno de Controle e Redução de Perdas – composto por funcionários de praticamente todos os departamentos do Saae –, o programa teve consultoria técnica do Ministério das Cidades, por meio da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental, entre 2003 e 2004. Uma das ações mais significativas durante este período foi a realização de 40 oficinas de trabalho envolvendo os cerca de 1.500 funcionários da autarquia.
O objetivo foi buscar a participação de todo o quadro na campanha de controle e redução das perdas. Esta ação integrada é um dos exemplos detalhados na edição nº 1 da Revista Saneamento Para Todos.
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