
Thiago Romero – Agência FAPESP
Experimentos realizados no Instituto Oswaldo Cruz (IOC), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, chegaram a uma conclusão importante: moléculas presentes na pele de alguns peixes brasileiros, como o pacu, o tambacu e o tambaqui, apresentam substâncias com atividades antimicrobianas.
Segundo a pesquisa, desenvolvida no Laboratório de Bioquímica de Proteínas e Peptídeos do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular, entre as moléculas analisadas no muco que reveste a pele dos peixes se destacaram as proteases e os peptídeos.
Os peptídeos são capazes de desestabilizar a membrana celular dos microrganismos que atingem os peixes. A ação antimicrobiana das proteases está relacionada à fragmentação de proteínas da membrana do parasita, fazendo com que eles morram ou se desliguem de seu hospedeiro.
“Esses peixes de água doce produzem naturalmente essas moléculas, pois o muco que reveste a pele deles é a primeira barreira de defesa contra a ação de microrganismos”, disse Cristiane Martins de Salles, coordenadora do estudo, à Agência FAPESP. “E existem algumas classes de peptídeos encontradas na pele dos peixes que podem até servir para a formulação de medicamentos contra enfermidades humanas.”
Cristiane explica que as proteases são enzimas que participam de vários processos metabólicos e que, por conta disso, também são consideradas alvos valiosos para o desenvolvimento de fármacos. Por enquanto, os pesquisadores estão concentrados em desenvolver moléculas que consigam manipular a atividade enzimática das proteases nos peixes. “Com isso, será possível aumentar a atividade protetora das proteases para que os peixes consigam se defender melhor”, explica.
Com base na análise dos mecanismos de defesa dos peixes, a idéia é criar armas mais eficientes contra as pragas e menos agressivas ao meio ambiente. “Os ataques de bactérias e fungos provocam uma mortalidade muito grande em peixes de cativeiros. Aumentando a defesa desses animais será possível aumentar sua produtividade, sem contar que o criador poderá economizar com a aplicação de antibióticos”, disse Cristiane.
Evangélicos contra Bush
Quando se trata de meio ambiente, Bush não pode escapar ao apelido de “texano tóxico”. E a alcunha não é só de seus adversários, mas até de seus aliados naturais da igreja evangélica estadunidense.
Bush é um ativo evangélico, orgulhoso de proclamar sua fé em cada ocasião que pode. Por isso é curioso que um de seus principais grupos de apoio político coincida com um dos principais grupos contrários ao presidente: os “verdes”.
Para os evangélicos se trata de “amar al próximo” através do cuidado do planeta; da responsabilidade de cuidar a Terra de Deus, como estabeleceria a Biblia, de acordo com a Declaração Evangélica para o Cuidado da Criação da rede Evangélica Ambientalista.
Enquanto a Casa Branca refuta a validade dos estudos ambientais aceitos universalmente pela comunidade científica, os ecologistas evangélicos consideram que a contaminação causa dano à saúde humana ” e também às criações do Senhor”.
A rede apóia uma legislação ambiental em análise no Senado estadunidense para reduzir a emissão de gases que contribuem para o aumento do efeito- estufa impondo controles obrigatórios.
Segundo dados do Fórum Pew de Religião e Vida Pública, 1/3 dos que votaram em Bush foram brancos evangélicos. E sua importância estaria aumentando, algo que poderia convencer a muitos republicanos a reconsiderar o tema ambiental.
Fonte: BBC
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