
Uma pesquisa feita pelo grupo financeiro Allianz em parceria com o WWF Internacional indica que empresas do setor financeiro terão que avaliar sistematicamente os riscos de aquecimento global. Essa preocupação com as mudanças climáticas está diretamente ligada ao rápido crescimento dos danos ligados ao efeito-estufa.
“O resultado da pesquisa é muito importante, já que o setor financeiro poderá ter um papel fundamental na redução das emissões de gás poluentes e na fomentação da eficiência energética e de energias renováveis”, diz Denise Hamú, Secretária Geral do WWF-Brasil.
A Allianz – uma das maiores seguradoras e instituições financeiras do mundo – prevê que os prêmios de seguros poderão subir para cobrir os riscos financeiros associados ao efeito-estufa. “Para as seguradoras, o aquecimento global aumenta o potencial de danos a propriedades, de 2 a 4% ao ano. Em alguns casos, isso pode resultar num custo final mais alto, já que as modalidades de seguro precisam ajustar-se à crescente gravidade das mudanças climáticas”, diz Andrew Torrance, CEO de Allianz Cornhill, subsidiária britânica do grupo. A Allianz prometeu aumentar seus investimentos no setor de energia renovável em de 300 milhões a 500 milhões de euros nos próximos cinco anos.
Em preparação para a cúpula do G8, que acontece entre os dias 6 e 8 de julho em Glenagles, na Escócia, o WWF Internacional e a Allianz fizeram um apelo aos líderes das nações participantes para que adotem medidas a longo prazo para reduzir o efeito estufa. O G8 reúne os sete países mais industrializados do mundo (EUA, Canadá, Japão, França, Alemanha, Grã-Bretanha e Itália) e a Rússia. O Brasil participará do encontro como convidado.
“As empresas precisam assumir sua parcela de responsabilidade, mas para que isso aconteça é preciso estabelecer uma direção política clara a longo prazo”, diz Denise Hamú. “O Presidente Lula deve apoiar uma coalizão global entre os maiores emissores do mundo para manter o aumento do aquecimento global abaixo de 2 graus. É preciso também lançar um grande plano de ação e de investimentos em eficiência energética e de luta contra o desmatamento, baseado no Protocolo de Quioto”.
As mudanças climáticas e a pobreza na África são as duas grandes prioridades do próximo encontro do G8. Apesar disso, o governo dos EUA ainda questiona os argumentos de cientistas sobre o aquecimento da atmosfera causado, em grande parte, pela queima de combustíveis fósseis como carvão, petróleo e gás natural.
Documentário sobre água
O documentário pedagógico “El Sueño del Agua” foi apresentado na inauguração da exposição “Agua para a Vida”, no pavilhão das Nações Unidas, em Aichi, Japão. O documentário destaca as preocupações e soluções de diferentes culturas e pretende sensibilizar ao público em geral a cerca do uso sustentável dos recursos hídricos no marco do Decênio Internacional para a Ação, “A água, fonte de Vida”, 2005-2015.
A Exposição Zaragoza 2008: “Água e Desenvolvimento Sustentável” financiou este documentário realizado por Bausan Films sob os auspiciosos da UNESCO e o WWAP.
A exposição também exibe os pósters premiados no concurso “Água para a Vida”, organizado pela Associação de Artistas Gráficos de Japão (JAGDA) com o objetivo de sensibilizar a população a respeito do Decênio “Água, fonte de Vida” através de obras de artes gráficas realizadas por profissionais e estudantes.
Paraguai propõe uma política ambiental comum
Walberto Caballero Achucarro, especial para a RedCalc
O Paraguai está propondo uma política ambiental comum para o Mercosul. A idéia foi apresentada pelo titular da Secretaria do Ambiente (SEAM), ministro Alfredo Molinas, os ministros do Ambiente de Argentina, Dr. Atilio Sabino; de Brasil, Marina Silva; e do Uruguai; Julio Arana, durante a Terceira reunião de ministros de Meio Ambiente do Mercosul, em Assunção.
O ministro Molinas sugeriu a adoção de critérios ambientais que não sejam esquecidos pelos problemas econômicos e sociais da região e a elaborar uma postura ambiental comum para que os interesses do bloco sejam respeitados em toda a América Latina e no mundo.
Os ministros Arana (Uruguai) e Sabino (Argentina) coincidiram em ressaltar ao trabalho do Paraguai em matéria ambiental, principalmente por sua Política Ambiental Nacional e a lei de desflorestamento zero, que constituem modelos exitosos a serem imitados no Mercosul.
Os ministros participantes elaboraram uma agenda comum de temas a serem apresentados a nível dos ministros ambientais da América do Sul e Caribe, ainda que não trascendeu o conteúdo da mesma, a espera da aprovação final e assinatura do documento.
O ministro paraguaio comentou o Paraguai aprovou a primeira Política Ambiental Nacional (PAN) e sugeriu esta prática participativa para obter-se um documento similar em cada país do Mercosul.
“Cremos que se trata de uma política ambiental que não tem límites fronteiriços e cujos termos podem servir de referência, para que as instituições ambientalistas dos outros países do bloco a implementem.
Explicação sobre Páscua-Lama
Em virtude da matéria publicada na edição da Aguaonline sobre Páscua Lama recebemos os seguintes esclarecimentos da empresa objeto da referida matéria:
“Actualmente, Pascua-Lama se encuentra en proceso de aprobación ambiental, siendo evaluado exclusivamente sobre la base de criterios técnicos y de una forma seria y rigurosa, tanto por parte de la autoridad ambiental como de Barrick. Nuestros técnicos se encuentran evaluando los impactos técnicos, ambientales y económicos que implicaría implementar algunas de las observaciones que nos hizo llegar hace algunos días la autoridad, para así entregar una respuesta contundente y aclaratoria en un plazo máximo de 90 días.
Como empresa, y tal como se puede apreciar en muchas otras experiencias exitosas en el mundo, estamos convencidos de que la minería puede convivir en perfecta armonía con otras actividades económicas, como la agricultura y el turismo, ayudando a la vez al desarrollo económico y social del país y, en el caso específico de Pascua-Lama, a la Región de Atacama. Hemos asumido una serie de compromisos con las personas de la región, en el sentido de que vamos a respetar el medioambiente de la zona donde se emplaza nuestro proyecto, así como también las culturas, los recursos y todo lo que pueda afectar a las comunidades. Estos compromisos son públicos y nos hacemos plenamente responsables de su cumplimiento. En todas sus operaciones a nivel mundial, Barrick trabaja bajo la política de Minería Responsable. Esto significa que vela por el bienestar de sus trabajadores, la protección del medioambiente y que incentiva el desarrollo económico y social de las comunidades cercanas a sus instalaciones. Tanto para Barrick como para las autoridades, es prioritario que el desarrollo de cualquier iniciativa vaya estrechamente de la mano con el cuidado del medioambiente y las comunidades.
Pascua-Lama es un proyecto único y no tiene comparación con ninguna otra iniciativa que se esté desarrollando en Chile. Es más, aún no comenzamos su construcción, por lo que no es sano compararlo ni augurar malos presagios basados en otras experiencias que no tienen nada que ver con él.
Barrick es una empresa que cumple sus compromisos: Cumpliremos con las garantías que exige la autoridad para el desarrollo sustentable de nuestro proyecto; cumpliremos nuestro compromiso con la Provincia de Huasco, en particular, y la Tercera Región, en general, en el sentido de privilegiar a su gente para la contratación dentro de nuestro proyecto, facilitando la capacitación e incorporación de competencias que sean necesarias para que puedan trabajar en este proyecto y en otros, y para que sean empresas locales nuestras principales proveedoras de servicios y productos. Pero, principalmente, cumpliremos nuestro compromiso con la comunidad en el sentido de cuidar la cantidad y calidad de agua del río Huasco, segurando el desarrollo agrícola del valle, al cual sólo buscamos agregar una nueva oportunidad de desarrollo para su gente.
Rodrigo Rivas M. – Gerente de Comunicaciones – Barrick Chile-Argentina
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