Fatos e cifras sobre a biodiversidade

• Ainda que os ecossistemas de água doce, tais como rios, lagos e banhados, ocupem menos de 2% da superfície terrestre, proporcionam uma ampla variedade de hábitats para grande quantidade de espécies vegetais e animais do planeta: se estima entre 9.000 e 25.000 o número de espécies conhecidas de água doce no planeta. Entretanto, este número está diminuindo a um ritmo acelerado devido à interferência humana.

• O Índice de População de Espécies de Água Doce mede a variação média ao longo do tempo da população de cerca de 194 espécies de aves, mamíferos, répteis, anfíbios e peixes de água doce ao redor do mundo. Entre 1970 e 1999, este índice diminuiu cerca de 50%, uma redução muito rápida dos índices de população.

• Em âmbito global, cerca de 24% dos mamíferos e 12% das aves estão catalogados como espécies em perigo de extinção. No que diz respeito aos peixes há estudo somente sobre 10% de todas as espécies, em sua grande maioria de águas continentais, dos quais 30% se encontra em perigo de extinção.

• Mais de 150 espécies de tartarugas do mundo se criam em água doce. Destas espécies, 99 foram catalogadas no ano 2000 como espécies em perigo de extinção, o que equivale a cerca de 60% do total de espécies de água doce.

• Se estima que cerca de 30 milhões de pessoas dependem do Lago Victoria (localizado entre o Quênia e a Tanzânia e Uganda), cujos recursos naturais estão experimentando uma crescente pressão. A população que habita as margens do lago cresceu rapidamente durante o último século, com o conseqüente incremento sobre a demanda de pescado e produtos agrícolas.

A população de peixes autóctones se reduziu depois de que, a princípios do século XX, os colonos europeus introduziram redes de arrasto. Muitos dos peixes autóctones se alimentavam de algas, plantas em processo de decomposição e de caracóis portadores de larvas de esquistossomos. Devido a sua desaparição, o lago começou a eutrofizar-se, o que tornou a população mais vulnerável à enfermidade.

Como a pesca diminuiu, foram introduzidas espécies invasoras, aumentando ainda mais a pressão sobre as espécies de peixes autóctones. O maior impacto aconteceu com introdução da perca do Nilo (Lates niloticus) nos anos 60, como base da indústria pesqueira comercial de água doce. Este fato teve repercussões sobre a economia pesqueira local e a distribuição da riqueza na região.

A população local, que até então havia obtido do lago as proteínas necessárias, começou a padecer de desnutrição e deficiência protéica. Ainda que a cada ano se exportem 20.000 toneladas de pescado proveniente desta zona aos mercados europeus e asiáticos, a população local só pode pagar pelas cabeças e os restos dos pescados de onde previamente foi extraída a carne.

Lago Malawi

O Lago Malawi (África meridional) é um sistema aquático dotado originalmente de uma grande biodiversidade de peixes e caracóis de água doce. Entretanto, a perda de biodiversidade de peixes tem favorecido a proliferação de certas espécies de caracóis transmissores da esquistossomose.

O crescente risco para a saúde tem afetado significativamente a indústria turística de Malawi e, por conseqüência, a economia do país.

Fonte

Informação extraída do Informe sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos no Mundo “Água para Todos, Água para a Vida”

www.unesco.org/water, do site Gráficos Vitais de Água: seção sobre os problemas relacionados com os recursos hídricos: www.unep.org/vitalwater e da página GEO: Perspectiva Mundial do Meio Ambiente 3: Lugares Vulneráveis :www.unep.org/geo.

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