Desenvolvimento sustentável é saída para evitar crise anunciada

Um grande desastre ambiental está perto de acontecer no século XXI, o que poderá tornar incerto o futuro das próximas gerações. Esta é a principal conclusão de um detalhado estudo realizado pela ONU, com a contribuição de 1,3 mil cientistas de 95 países, sobre o estado do meio ambiente mundial. A Avaliação do Milênio dos Ecossistemas foi apresentado esta semana, simultaneamente, nos Estados Unidos pelo secretário-geral da ONU, Kofi Annan, e no Brasil ao governo federal pelo presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds), Fernando Almeida.

A degradação do meio ambiente também será um dos temas discutidos no 1o Congresso Ibero-Americano sobre Desenvolvimento Sustentável, que acontece de 31 de maio a 2 de junho, no Rio de Janeiro. Nesta ocasião, especialistas do mundo inteiro, empresários brasileiros e autoridades discutirão como promover a sobrevivência dos recursos naturais na sociedade.

Segundo Fernando Almeida, a maior preocupação é preservar os ecossistemas, que de acordo com o estudo, sofreram terrivelmente ao longo dos últimos 50 anos. “As regiões secas, que representam 41% da superfície terrestre do planeta, foram afetadas e correspondem às áreas onde a população cresceu mais rapidamente ao longo dos anos 90”, explica Almeida.

O documento do Milênio mostra que as pessoas estão gastando todo o capital natural da Terra, exercendo maior pressão sobre suas funções naturais do que a capacidade dos ecossistemas do planeta de sustentarem as futuras gerações. Enquanto isso, mudanças para reverter a degradação ainda não estão sendo adotadas. No Brasil, as empresas brasileiras já dão mostras de que estão preparadas para competir com sucesso por meio de negócios sustentáveis. Em contrapartida, se o país não criar boas soluções enfrentará grandes problemas que no século 21.

O estudo, iniciado em 2001, foi acompanhando por um Comitê Executivo, integrado por representantes governamentais, agências da ONU, instituições empresariais, como Banco Mundial, Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD), e as mais importantes ONGs, como a World Resources Institute (WRI) e a World Conservation Union (WCU). Idealizado por Kofi Annan, o programa teve como objetivo central dar subsídios aos tomadores de decisão e formuladores de políticas públicas sobre as conseqüências das transformações dos ecossistemas na qualidade de vida dos seres humanos e responder algumas perguntas básicas: até quando os ecossistemas do planeta suportarão a ação predatória do homem? É possível reverter esse processo de degradação ambiental e social? Qual o futuro caso sejam mantidos os atuais padrões de produção e consumo?

Desenvolvimento Sustentável

Realizado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), em parceria com a Unesco, Pnuma, Banco Mundial, Governo Federal e o World Business Council for Sustainable Development, o Congresso também marcará o lançamento, no âmbito da América Latina, da Década da ONU da Educação para o Desenvolvimento Sustentável.

O evento contará com oito painéis conduzidos por especialistas nacionais e internacionais sobre assuntos relacionados à sobrevivência dos recursos naturais; dez oficinas práticas que abordarão temas estratégicos para viabilizar o processo de mudança; além de uma feira de produtos e serviços para demonstração de projetos e ações voltadas para o desenvolvimento sustentável.

Informações sobre o Congresso, Oficinas e a Feira podem ser obtidas no site www.sustentavel.com.br

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