Alerta sobre declínio de espécie de tartaruga marinha

Savanah, Georgia – A ONG WWF está alertando os governos do México e dos países da região do Caribe, e a comunidade científica internacional para que urgentemente apóiem a renovação do diálogo regional a fim de desenvolver uma estratégia conjunta enfocada a deter a drástica tendência declinatória da população da tartaruga carey (Eretmochelys imbricata) e assegurar sua recuperação.

Até há pouco a comunidade científica pensava que a população da tartaruga carey estava se recuperando. Infelizmente, estudos recentes demonstram o contrário, segundo anuncia o WWF em seu novo site da Internet dedicado à tartaruga carey (www.hawksbillwwf.org). Houve um drástico declínio na população desta espécie do ano 2000 para cá. De um total de 5.595 filhotes registrados em 2000, nas praias de anidação dos estados mexicanos de Veracruz, Campeche e Yucatán, para a temporada de 2004 menos da metade se desenvolveram, correspondendo a níveis similares aos registrados nos anos 90.

Estes estudos foram apresentados por especialistas em conservação de tartarugas marinhas no “XII Seminário Regional sobre Programas de Conservação na Península de Yucatán e do Golfo e do Caribe”, realizado em Ciudad del Carmen, México. Posteriormente, o governo mexicano solicitou uma investigação conjunta sobre a causa deste declínio e o estado da tartaruga carey, durante a “Segunda Conferência das Partes da Convenção Interamericana para a Proteção e Conservação de Tartarugas Marinas”,realizada na Venezuela.

“As cifras apresentadas são realmente alarmantes e, desafortunadamente, se desconhece a causa deste drástico declínio. Entretanto, a tendência de declínio é a mesma em cada estado, o que pode indicar tratar-se de um fenômeno regional” disse Carlos Drews, Coordenador Regional de Tartarugas Marinhas para América Latina e Caribe da WWF. “Persiste o tráfico ilegal de cascos de carey, a extração de ovos, pesca para carne e a destruição de seus hábitats. É urgente que os governos de México e de todos os países da região do Caribe renovem o diálogo e avancem com medidas concretas de conservação antes que seja demasiado tarde”, acrescentou Drews.

A Tartaruga Carey está em perigo crítico de extinção, vive em zonas de arrecifes e se alimenta principalmente de esponjas. As adultas chegam a pesar cerca de 60 Kg. No Caribe, o lugar mais importante de reprodução desta espécie, são as praias de Yucatán, México, de onde emigra para passar sua juventude e idade adulta nas águas caribenhas de países vizinhos. Não se sabe com certeza quantos anos leva para alcançar a maturidade sexual, mas sempre regressam à mesma praia onde nasceram para chocar seus ovos.

Fotografias: Glenn Pedersen e Didiher Chacón.

Mais informações sobre este tema: www.hawksbillwwf.org

Mar do Caribe

O Mar do Caribe eéum corpo de água adjacente ao Oceano Atlântico, ao sul do Golfo do México. Está delimitado pela Venezuela, Colômbia e Panamá ao sul, ao oeste o delimitam os demais países centro-americanos (Costa Rica, Nicarágua, Guatemala, Honduras e Belize); enquanto que as Antilhas Maiores (Cuba, Jamaica, República Dominicana y Porto Rico), o delimitam ao norte, as Antilhas Menores estão a leste.

Este mar cobre uma área aproximada de 2.754.000 km2. A Região do Grande Caribe inclui 35 Países e Territórios que delimitam duas bacias conectadas entre si: o Golfo do México e o Mar Caribe. Aglutina países continentais, nações insulares e territórios dependentes. Pelo lado oriental do perímetro da região se encontra o Caribe Insular: as ilhas das Grandes e Pequenas Antilhas e as da cadeia das Bahamas ao norte. Os Estados Unidos que dão ao Golfo do México, o litoral do México, do Centro América e dos estados do norte da América do Sul completam o perímetro terrestre que delimita as duas bacias principais da região.

Por suas condições físico-químicas o Mar do Caribe possui importantes extensões de recifes de coral e pastos marinhos; cerca 14% dos recifes de coral do mundo estão nesta zona (Spalding et al. 2001).

Nas águas tropicais do mar do Caribe a temperatura média é de 27 °C e não varia mais de 3 °C. A salinidade é alta entre os meses de janeiro a maio e mais baixa entre junho e dezembro. No outono do hemisfério norte a salinidade desce no extremo sul do Mar de Caribe, isto por causa das descargas das bacias do rio Orenoco e no rio Amazonas.

Ameaças

Entre as ameaças que põem em risco a sobrevivência da espécie estão:

a coleta,

a caça,

a pesca acidental,

predadores,

comércio de produtos,

maus-tratos,

doenças,

desenvolvimento costeiro,

despejos de esgoto e lixo,

erosão,

afluência e comportamento dos turistas e derrames de petróleo.

Desvendendando o oceano

Agência FAPESP – Fazer estudos detalhados do fundo do mar sem ter que sair do laboratório é algo que em breve será possível. A iniciativa é de um laboratório inaugurado no dia 1º/02 pela Escola de Ciência da Terra e Oceano da Universidade de Cardiff, no Reino Unido.

O novo centro de pesquisa quer mapear extensas áreas do fundo do mar para criar imagens em realidade virtual que possam permitir aos cientistas fazer seus estudos a distância. Os mapas tridimensionais poderão ser utilizados em estudos oceanográficos que avaliem, por exemplo, temas como condições ambientais ou segurança marinha.

“A iniciativa certamente terá um grande impacto também em estudos e em decisões sobre fontes de energias renováveis, operações portuárias e proteção ambiental”, disse Chris Wooldridge, um dos coordenadores do projeto, em comunicado da Universidade de Cardiff.

O laboratório será construído pela universidade britânica em parceria com a CodaOctopus, empresa especializada em tecnologias submarinas. O investimento inicial em sistemas de mapeamento e de informática é de 250 mil libras (cerca de R$ 1,2 milhão).

Arvorismo

A Fazenda Estância Peraltas, localizada na região de Brotas (230km de São Paulo), acaba de inaugurar o seu circuito de arvorismo, construído para zelar pela segurança e conforto dos seus praticantes e diferenciado por ser ecologicamente correto e certificado.

Composto por 29 atividades de dificuldade média (escadas, cabos, pontes suspensas, redes, etc), o circuito de arvorismo utiliza madeira tratada e certificada, e tem como foco principal trabalhar educação ambiental com seus participantes por estar localizado a apenas poucos metros de mata nativa. Um grande deck permite que os participantes nas plataformas suspensas observem a fauna e flora local.

O projeto, que recebeu a assinatura do arquiteto Pedro Henrique Oliveira, tem na entrada no circuito, um cabo contínuo em que o usuário só se desconecta quando estiver no chão, juntamente com o cabo de emergência. Também são disponibilizados guias de primeiro socorros. Visando a comodidade, todas as cadeiras são almofadadas, e são seguras em tempo integral por um mosquetão.

Entre as atividades, em que é permitido descansar em todas as seções bem como pausas para observação da natureza com binóculos, uma tirolesa de 125 metros de extensão e 6 metros de altura promete ser umas das grandes atrações radicais do circuito. Os aventureiros, ao mesmo tempo em que se divertem e praticam esportes, poderão contemplar a natureza da reserva ambiental da região.

O circuito de arvorismo já está aberto para o público. Funciona diariamente das 8h as 17h e custa R$ 38,00 por pessoa. Crianças acompanhadas dos pais tem descontos especiais. Mais informações e reservas: Grupo Peraltas – (11) 3813-1900.

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