
A morte da mais de 100 tartarugas marinhas da espécie Dermochelys coriacea na região das Guianas – considerada como um dos berçários mundiais para desova – está provocando um alerta da entidade ambientalista WWF pedindo mais atenção dos governos locais para este tema. A intensificação da pesca na região pode ser uma das causas da mortandade uma vez que as tartarugas ficam presas nas redes e acabam feridas mortalmente.
Nos últimos meses as patrulhas de fiscalização chegaram a encontrar até 10 tartarugas enroscadas em redes de pesca na litoral das Guianas. Essa região chega a abrigar quase 50% das tartarugas marinhas na época da desova. Essa espécie, também chamada de Tartaruga de Couro, devido a sua carapaça, de coloração preta, ser parecida com couro, está em perigo de extinção.
Para mais detalhes sobre as tartarugas marinhas nas Guianas contate:
Arnoud Schouten, Coordenador do programa Tartarugas Marinhas das Guianas da WWF, e-mail: aschouten@wwfsuriname.net
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Pantanal em perigo
O Pantanal já está sofrendo a pior seca desde 1974 e o nível do principal curso de água da região, o rio Paraguai, pode chegar a menos de meio metro. O alerta é da unidade no Pantanal da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que no início deste ano já previa a forte estiagem.
O alto número de queimadas e incêndios florestais e o baixo nível do rio Paraguai são as primeiras evidências concretas de que a previsão virou realidade. A Embrapa Pantanal também não descarta a possibilidade do nível rio Paraguai ficar abaixo de meio metro. Segundo
previsões da instituição, o período crítico da seca e do baixo nível do rio este ano deve acontecer de outubro a dezembro. Os estudos do pesquisador da Embrapa Pantanal, Sérgio Galdino têm como referência a régua instalada no rio Paraguai, no município de Ladário, em Mato Grosso do Sul. Quando a régua marca 4 metros ou mais, isto é sinal de cheia no Pantanal.
Medidas inferiores a esta significam período de seca. Até ano passado, o nível do rio Paraguai quase atingiu 4 metros na época da cheia. Este ano, o nível máximo registrado foi de 3 metros e 15 centímetros.
Ártico ameaçado
Os ministro do Meio Ambiente dos países nórdicos e da Rússia estiveram reunidos na semana passada em Kirkenes, Noruega e em Murmansk, na Rússia, para debater os riscos ambientais na região do Mar de Barent derivados especialmente do transporte de petróleo e lixo nuclear.
Os ministros visitaram uma siderúrgica da região que está buscando a redução em 90% das emissões de dióxido sulfúrico e metais pesados. A ministra da Finlândia, Satu Hassi, saudou as melhorias introduzidas na siderúrgica dizendo que esse local havia sido um dos mais terríveis que já havia visitado. Eles estiveram também em Atomflot, em Murmansk, onde o lixo radioativo das usinas nucleares russas é reprocessado. A idéia dos encontros ministeriais é estreitar as relações com a Rússia e facilitar o ingresso da ex-União Soviética no Programa Multilateral de Segurança Ambiental Nuclear.
Ciclos
O Pantanal sempre teve ciclos de dois ou mais anos com predominância de cheias ou secas. E este ano a região pantaneira pode estar saindo de um período farto de águas e iniciar novo ciclo de estiagem.
Material divulgado pela ONG ecoacomunic@riosvivos.org.br
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