
Agência FAPESP
Nos próximos 100 anos, em termos de concentração de dióxido de carbono na atmosfera, a humanidade deverá ser protagonista de uma mudança dramática. Com a elevação gigantesca desse composto no ar, não é apenas a temperatura sobre o planeta que deve se elevar.
Estudo divulgado pela edição atual da revista Nature, realizado por Sinéad Collins e Graham Bell, do Departamento de Biologia da Universidade de McGill, de Montreal, no Canadá, é taxativo: as algas podem não se adaptar a essa quantidade maior de dióxido de carbono.
Assim, a tese de que esses organismos poderiam fixar o carbono disponível no meio ambiente, e dessa forma ajudar no fechamento do balanço dos gases do efeito-estufa, acaba de ficar em xeque.
A dupla de pesquisadores, segundo a qual esse resultado pode ser extrapolado para outros grupos de plantas, desenvolveu um experimento para analisar o fenótipo de mais de 1.000 gerações do gênero Chlamydomonas. As algas, quando em ambientes com concentrações superiores a 1.050 partes por milhão, tiveram um crescimento pequeno.
“Os nossos experimentos mostraram que, ao longo do próximo século, comunidades do fitoplâncton desenvolverão sistemas de concentração de carbono menos eficientes dos que existem atualmente”, concluíram os pesquisadores. O acúmulo de mutações genéticas, causada pela maior exposição ao dióxido de carbono, é o principal responsável por essa mudança, segundo eles.
Água de lastro
O Ministério do Meio Ambiente e a Transpetro realizam, em outubro, no Rio de Janeiro, um seminário para discutir a Convenção Internacional sobre Controle e Gestão de Água de Lastro e Sedimentos de Navios e os Desafios para Proteger o País das Espécies Aquáticas Invasoras.
O encontro reunirá técnicos dos ministérios do Meio Ambiente, da Saúde, Transporte, da Defesa e do setor privado (Petrobras, Armadores etc) e discutirá atividades estratégicas que deverão ser adotadas pelo país com o fim do Programa Global de Gerenciamento de Água de Lastro (GloBallast) do GEF/PNUD, que envolve seis países em desenvolvimento (África do Sul, Brasil, China, Índia, Irã e Ucrânia) e que termina em 31 de dezembro. O Globallast tem por objetivo ajudar os países em desenvolvimento a implementar as medidas para reduzir a transferência de espécies marinhas exóticas, transportadas na água de lastro dos navios.
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