Sensores monitoram comportamento das geleiras

A reação das geleiras mundiais ao aquecimento global é um importante fator para a compreensão das mudanças climáticas, que podem originar alterações do nível do mar, além de transformações do movimento no Oceano Atlântico Norte. Os cientistas acreditam que é imprescindível o entendimento do comportamento das geleiras para a previsão de possíveis alterações.

Na primeira análise do seu tipo no mundo, o grupo interdisciplinar Glacsweb, da Universidade de Southampton, no Reino Unido, está registrando o comportamento de geleiras através de uma rede de sondas sensoriais. O projeto tem como objetivo compreender a dinâmica das geleiras e mudanças climáticas, assim como proporcionar avanços em “redes sensoriais existentes”.

O grupo Glacsweb, liderado pelos doutores Kirk Martinez, Royan Ong e Jane Hart, instalou uma rede de sensores em 2003 nas Geleiras Briksdalsbreen, da Noruega. A referida geleira avançou imensamente nos anos 90 devido a mudanças climáticas. Neste verão, o grupo voltará a Briksdalsbreen para desenvolver um segundo tipo de sonda, baseada em novas pesquisas em desenvolvimento.

“O objetivo do Projeto Glacsweb é estudar as mudanças climáticas através de seus efeitos nas geleiras”, disse o Dr. Martinez da Escola de Eletrônica e Computação.

“Estamos usando sondas subglaciais, colocadas debaixo de uma geleira, comunicando-se com a superfície via radiofonia. Elas possuem vários sensores, que detectam suas posições e orientações através do sistema da superfície. Os sistemas devem fornecer dados imediatamente a um servidor no Reino Unido e combater possíveis perdas de comunicação e energia, barulho, além de mau tempo”.

Através do auxílio de um potente perfurador de água quente, as sondas estão instaladas na base sedimentária da geleira, aproximadamente 60m abaixo da superfície. As referidas sondas registram a temperatura, pressão, velocidade e movimento do gelo e dos sedimentos na base.

As sondas emitem sinais, os quais conduzem os dados que são transmitidos a uma estação-base na superfície da geleira por comunicações radiofônicas e depois transmitidos para Southampton por telefone celular. Os dados estão disponíveis a pesquisadores no site www.Glacsweb.org.

“Nossos sensores estão alojados “em cascalhos eletrônicos”, os quais irão se comportar como parte de geleira, nos possibilitando uma visão mais nítida sobre o que está acontecendo debaixo da superfície.”

Guiness destaca bom comportamento ambiental

O Guinness 2005 também traz recordes positivos para a preservação ambiental. A China, por exemplo, aparece como o país onde ocorre o maior reflorestamento no mundo. Na década de 90, as árvores replantadas anualmente foram suficientes para cobrir mais de 18 mil km² do território, uma área equivalente ao Kuwait.

E a Finlândia é considerado o país mais preocupado com o meio ambiente. Lidera o Índice de Sustentabilidade Ambiental, compilado em 2002 pelo Fórum Econômico Mundial, com base em 20 indicadores, como qualidade do ar e da água.

A Alemanha tem o maior índice de reciclagem de papel e papelão, com o reaproveitamento de até 80% do material consumido.

E a Suíça é lider em outro tipo de reciclagem: estima-se que 91% do vidro produzido é reaproveitado.

Pensando no futuro

O projeto faz parte do Programa de Comércios & Futuras Tecnologias de Ondas (Next Wave Technologies & Markets Programme) do Governo do Reino Unido. O Centro Evisense em Southampton recebe projetos em áreas intensamente avaliadas tais como projetos ambientais.

“Uma combinação de tecnologias possibilita que o funcionamento de sensores seja uma realidade”, adicionou o Dr. Martinez. “Estes sensores serão espalhados por todo o mundo e nos darão uma visão mais nítida de como estamos modificando o nosso meio-ambiente.

Índices negativos

O desmatamento e a emissão de gases poluentes continuam batendo recordes no mundo e o Brasil aparece como um dos maiores responsáveis pela degradação do meio ambiente global.

O Guinness 2005, que será lançado pela Ediouro em novembro, registra que o Brasil apresenta o maior índice de desmatamento do planeta. Entre 1900 e 2000, uma média anual de 22, 264 mil km² de florestas desapareceram do território brasileiro, área equivalente ao Estado de Sergipe.

Mas o desmatamento mais rápido do mundo ocorre no africano Burundi, que registra a perda anual de 9% de suas áreas florestais, no mesmo período. Se esse índice permanecer, em 11 anos as florestas do país terão desaparecido.

Os Estados Unidos, que não assinaram o Protocolo de Kioto, lideram na categoria de maior emissor de dióxido de carbono, um dos gases responsáveis pelo efeito estufa. O país lançou na atmosfera quase 6 bilhões de toneladas de CO², só em 2001.

A metrópole com o ar mais poluído é a Cidade do México. Entre os fatores que contribuem para o alto nível de poluição estão a altitude e a presença de montanhas que bloqueiam a circulação do ar. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a capital do México ultrapassa os níveis toleráveis de partículas em suspensão, de dióxido de enxofre, de monóxido de carbono e de ozônio na atmosfera.

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